TAP fecha 2015 com prejuízo de 99ME agravado por retenção de capitais na Venezuela

TAP fecha 2015 com prejuízo de 99ME agravado por retenção de capitais na Venezuela

 

Lusa/AO Online   Economia   13 de Abr de 2016, 11:11

A companhia aérea TAP fechou 2015 com um prejuízo de 99 milhões de euros, que compara com 46 milhões de euros negativos no ano anterior, agravado pela retenção de 91,4 milhões de euros na Venezuela.

 

Em comunicado, a TAP explica que o agravamento dos prejuízos resulta da necessidade de consolidar um montante de 91,4 milhões referente a vendas na Venezuela, cujo valor ainda não foi transferido, situação agravada por diversas desvalorizações cambiais.

Sem este fator extraordinário, acrescenta, "o resultado teria sido de apenas 7,6 milhões de euros negativos, evidenciando uma clara recuperação face a 2014".

Por seu lado, a TAP beneficiou da redução do preço do combustível em 2015, com a fatura a descer dos 798 milhões de euros para 660 milhões de euros.

Em 2015, as receitas atingiram os 2.398 milhões de euros, um decréscimo em relação aos 2.489 milhões de euros registados em 2014.

Em comunicado, a companhia liderada por Fernando Pinto sublinha ainda o impacto do agravamento da situação laboral no segundo trimestre, que culminou com uma greve de dez dias dos pilotos, entre 01 e 10 de maio, e da crise económica e política do Brasil, um importante mercado para a TAP.

A crise no Brasil provocou “não só uma quebra do volume de tráfego mas também uma redução significativa da tarifa média”, acrescenta.

Ainda que em menor escala, a contração da economia angolana também influenciou negativamente os resultados da transportadora aérea nacional.

Os custos de exploração atingiram o valor de 2.269 milhões, que comparam com 2.341 no ano anterior, uma melhoria que resulta “em especial, do reforço das medidas de contenção adotadas e da descida do preço dos combustíveis, cuja fatura atingiu os 660 milhões de euros, valor que compara com os 798 registados em 2014”.

No comunicado, a TAP explica que “a situação da Venezuela diz respeito a vendas no período entre março de 2013 e janeiro de 2015, cujos montantes ficaram retidos devido à crise económica, penalizando não só a TAP mas todas as restantes companhias internacionais que operam para aquele país”.

A dimensão dos valores retidos só não é maior porque em janeiro de 2015 a administração decidiu suspender a venda de viagens na Venezuela, referindo que “continua a desenvolver diligências para recuperar os valores em dívida”.

“Mas, devido ao prolongamento da situação, houve necessidade de integrar estes valores nas contas de 2015, situação idêntica à adotada por outras companhias internacionais”, justifica.

Já a dívida total da TAP desceu em 2015 de 1.062 milhões de euros para 942, como resultado de reembolsos entretanto efetuados, na sequência início do processo de capitalização proporcionado pela entrada na TAP, como acionista, do consórcio Atlantic Gateway, dos empresários Humberto Pedrosa e David Neeleman.

 


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