Associação Agrícola de São Miguel recusa secundarização do setor face ao turismo

Associação Agrícola de São Miguel recusa secundarização do setor face ao turismo

 

AO/Lusa   Regional   15 de Jul de 2017, 12:45

O presidente da Associação Agrícola de São Miguel, Jorge Rita, reeleito na sexta-feira para novo mandato, manifestou a sua oposição a uma "secundarização" do setor agrícola face ao turismo nos Açores.

 

"O que é que representa neste momento o turismo no (PIB) regional? Está muito aquém do que representa ainda o setor da agricultura. Nós, por exemplo, no ano passado, exportámos 240 milhões de euros de queijo, portanto, não vamos deixar que o setor agrícola nestes quatro anos seja secundarizado", disse Jorge Rita após o ato eleitoral.

O presidente da Associação Agrícola de São Miguel, que é também presidente da Federação Agrícola dos Açores, exigiu ao Governo Regional dos Açores condições para devolver a sustentabilidade ao setor agrícola no arquipélago.

Este momento difícil tem de ser ultrapassado, "precisamente, com ajudas do Governo Regional e o Governo Regional tem uma tendência para retirar as ajudas que implementou nos últimos tempos. Isso, obviamente, nós não vamos permitir", alertou o representante dos agricultores na ilha de São Miguel.

A eleição de sexta-feira para os órgãos da Associação Agrícola de São Miguel e Cooperativa União Agrícola foi a maior de sempre, com uma lista única encabeçada por Jorge Rita, tendo votado mais de um terço (560) dos cerca de 1.600 associados.

"A maior manifestação que a gente pôde fazer até hoje, no meu ponto de vista, foi este ato eleitoral, com esta dimensão. Isto é que é a nossa manifestação, isto é que incomoda a classe política, isto é que incomoda as indústrias, isto acaba por incomodar a própria sociedade civil da Região, porque percebe que afinal a lavoura não está morta", afirmou.

Jorge Rita estabeleceu como um dos objetivos para os próximos quatro anos de mandato a luta junto das indústrias para reclamar melhor preço do leite ao produtor.

"As nossas indústrias têm de valorizar o nosso produto", sublinhou Jorge Rita.


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