Sociedade-veículo que ficou com trabalhadores do ex-Banif abre programa de rescisões

Sociedade-veículo que ficou com trabalhadores do ex-Banif abre programa de rescisões

 

Lusa/AO Online   Economia   6 de Jan de 2016, 05:03

A sociedade-veículo que ficou ativos do Banif, a Naviget, tem aberto um programa de rescisões a que podem concorrer os 500 trabalhadores do Banif que foram transferidos para esta nova empresa.

 

Segundo disse à Lusa Paulo Alexandre, do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, uma vez que o Banif tinha aberto um processo de rescisões aquando da sua resolução, a Naviget vai dar cumprimento à saída dos trabalhadores que já tinham chegado a acordo com o banco.

Além disso, a sociedade-veículo pública tem um processo de rescisões em curso, sendo que neste caso irá aceitar todas as propostas de rescisões que lhe cheguem. No Banif, o banco poderia não aceitar a saída do trabalhador, consoante a importância daquele para a atividade bancária.

Até ao momento, disse à Lusa o dirigente sindical, a sociedade-veículo que pertence ao Fundo de Resolução Bancário, que por sua vez está na alçada do Banco de Portugal, não tem quantificação de trabalhadores a sair nem prazo para fechar o processo de rescisões.

As condições oferecidas pela sociedade-veículo para os trabalhadores que quiserem sair são as mesmas que o Banif oferecia no final do ano passado.

Os sindicatos da Febase – Federação Sindical do Setor Financeiro reuniram-se na segunda-feira com representantes da nova sociedade-veículo responsável pela gestão dos ativos com que o banco Santander Totta não ficou.

Segundo a informação publicada no portal da Febase na Internet, são 500 os trabalhadores que ficam na nova empresa e os “postos de trabalho estão salvaguardados por força das disposições resultantes do Fundo de Resolução que levou à venda ao Banco Santander Totta de toda a área comercial do ex-Banif”.

Os sindicatos dizem que, de acordo com a informação que lhes foi prestada, “estes trabalhadores ficarão a gerir os ativos e a prestar apoio ao banco nas áreas não transitadas”.

Sobre os Fundos de Pensões, referem que “nada será alterado, até porque a nova empresa pretende manter o Acordo de Empresa em vigor” e dizem que está a ser analisada a “possibilidade de a empresa subscrever o acordo coletivo do trabalho do setor bancário”.

O Governo e o Banco de Portugal optaram pela venda do Banif ao Banco Santander Totta, por 150 milhões de euros, no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco cuja maioria do capital pertencia ao Estado português, de forma a impedir a sua liquidação, tendo anunciado a operação a 20 de dezembro.

 

 



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