Socialistas lamentam que PSD/Açores seja "uma amostra" do que foi

Socialistas lamentam que PSD/Açores seja "uma amostra" do que foi

 

Lusa/AO online   Regional   8 de Out de 2014, 15:24

O presidente da bancada do PS no parlamento açoriano, Berto Messias, lamentou que o PSD/Açores seja "uma amostra daquilo que já foi", dizendo que a região precisa de uma "oposição construtiva".

"Seria importante para nós, e digo isto genuinamente, que o PSD se preocupasse mais com a substância e menos com a circunstância, se preocupasse em construir positivamente o futuro dos Açores e menos com números mediáticos, com a fotografia. Os Açores precisam de uma oposição construtiva, pró-ativa, ativa, mas com propostas credíveis e que, de facto, acrescentem algo", afirmou.

Numa referência a recentes iniciativas legislativas apresentadas pelo PSD, Berto Messias pediu para ninguém se "deixar enganar" porque "não acrescentam absolutamente nada".

"Infelizmente, lamento dizê-lo, o PSD/Açores é atualmente uma amostra daquilo que já foi. Mas quem conhece a história dos Açores sabe que o PSD é muito mais do que aquilo que tem sido", afirmou o dirigente socialista, que falava na abertura das jornadas parlamentares do PS regional, na ilha de Santa Maria.

Na sua intervenção, o deputado socialista referiu-se várias vezes à anteproposta de plano de investimento público e orçamento para 2015, apresentada na semana passada, sublinhando que resultou de uma "postura de diálogo e concertação social" do executivo açoriano, que ouviu partidos e parceiros com esse objetivo.

Já o PSD só agora "está preocupado em dialogar", afirmou Berto Messias, referindo o périplo que o líder dos sociais-democratas açorianos, Duarte Freitas, iniciou na terça-feira, pelas nove ilhas dos Açores, com vista a ouvir as populações locais sobre os documentos orçamentais para 2015.

Mas essas "sessões de diálogo" são para Berto Messias uma "boa oportunidade" para Duarte Freitas "finalmente explicar qual é afinal o projeto político" que propõe para áreas como a saúde, os transportes, o emprego ou a educação, já que se limita a criticar, sem apresentar alternativas.

Quanto à proposta de plano e orçamento para 2015 do executivo regional, o dirigente do PS/Açores considerou que "materializa a vontade" de haver uma aposta no "investimento inteligente", aproveitando da melhor forma os instrumentos disponíveis.

O investimento público deve ser "bem pensado, bem selecionado", para que "todo o desenvolvimento que decorra do novo Quadro Comunitário de Apoio não esteja circunscrito até 2020, mas que crie as bases para um desenvolvimento sustentável e sustentado" para os anos que se seguem, em relação aos quais há, neste momento, "imprevisibilidade" no que toca ao financiamento europeu, sublinhou.

Na abertura de umas jornadas parlamentares dedicadas à ciência, Berto Messias insistiu em que "é a aposta na inovação, interligada com a ciência e a tecnologia, que permitirá iniciar um novo ciclo de desenvolvimento nos Açores" e, assim, criar emprego, a "prioridade máxima" dos socialistas.

Considerando que os Açores têm neste momento "um conjunto de instrumentos muito bem arquitetados", do ponto de vista teórico, para esse fim, acrescentou que “é preciso agora que os empresários, as novas gerações, a banca e o Governo [Regional] criem uma frente comum de empreendedorismo e inovação que permita chegar mais longe".

Quanto ao PS, afirmou, continuará a assumir esse papel e a trabalhar com "lucidez" e "sem vender ilusões", mas também com humildade, assumindo que "não está tudo bem", que também comete erros e que há áreas em que o Governo Regional e o PS "têm de fazer mais e melhor" e "responder mais rapidamente".


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