Sindicatos afirmam que SATA é "uma questão nacional"

Sindicatos afirmam que SATA é "uma questão nacional"

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Abr de 2015, 06:14

O porta-voz dos sindicatos da SATA afirmou que a companhia é "uma questão nacional" e que estranha, nesse contexto, as declarações do presidente do Governo açoriano a propósito de uma reunião de dirigentes sindicais com o PS.

 

“Estranhamos muito [as declarações de Vasco Cordeiro] porque o próprio presidente do Governo dos Açores solicitou esclarecimentos ao ministro da Economia sobre a saída da TAP do Pico e do Faial”, declarou Bruno Fialho, aos jornalistas, na sequência de uma audiência com dirigentes do PS/Açores, em Ponta Delgada.

O presidente do Governo dos Açores lembrou a 21 de abril que a SATA depende do executivo regional e que este não responde perante direções de partidos nacionais, na sequência da reunião, nesse dia, dos sindicatos dos trabalhadores da empresa com o PS nacional.

Bruno Fialho considera a SATA “uma questão nacional”, mas ressalva que as decisões sobre a companhia, essas sim, têm de ser dos Açores e dos açorianos.

“Perguntamos, retoricamente, por que razão é que numa questão que deveria ter sido decidida pelo Governo Regional, que era colocar a SATA Internacional a trabalhar bem para o Pico e para o Faial, foi pedido justificações ao Governo da República? Isso é que não faz sentido”, declarou o sindicalista, lembrando que a empresa é detida pelo executivo açoriano.

Dizendo que já foi publicada uma carta aberta ao presidente do Governo dos Açores pelos sindicatos, há cerca de quatro semanas, cuja receção foi acusada mas para a qual não há ainda resposta, Bruno Fialho reafirmou que tem havido uma “má ingerência política” no grupo SATA que prejudica os Açores.

O sindicalista afirmou que a plataforma sindical ficou “bastante agradada” com o encontro com o PS/Açores, tendo apresentado soluções para o grupo SATA, trabalhadores e povo açoriano, que considera “estar a sofrer com a falta de estratégia da SATA" a "nível da sua gestão e política”.

Tal como aconteceu após o encontro com a estrutura nacional do PS, a plataforma de sindicatos disse hoje que está preocupada com aquilo que considera ser a destruição da SATA, dizendo que vai provocar perdas salariais, desemprego e encerramento de empresas que dependem diretamente da companhia.

Também em declarações aos jornalistas, a representante da Comissão de Trabalhadores do grupo SATA disse ver com “muito maus olhos” que o grupo açoriano esteja a perder serviços de ‘handling’ no aeroporto de Ponta Delgada, o que irá significar um excedente de trabalhadores na empresa.

“É certo que o nosso presidente do conselho de administração tem reiterado em reunião connosco que não prevê despedimentos na SATA, mas reformas antecipadas e a não renovação de contratos a prazo. Do que temos conhecimento é que os contratados do verão IATA serão de quatro e cinco horas apenas e, em relação às reformas antecipadas, não há trabalhador nenhum que queira ir para casa perder dinheiro”, declarou Tânia Branco, acrescentando que haverá, a curto e médio prazo, neste cenário, excedentes de funcionários e despedimentos.

Tânia Branco prevê também despedimentos em outras áreas, como os recursos humanos da sede afetos à SATA Internacional.

O dirigente do PS/Açores José San Bento declarou, por seu turno, no final do encontro, que o grupo SATA se encontra numa fase de reestruturação, que irá compreender um novo modelo, de gestão e apelou à paz social na empresa.

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