Sindicato quer 800 professores contratados nos Açores, mas Governo não se compromete

Sindicato quer 800 professores contratados nos Açores, mas Governo não se compromete

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Jul de 2016, 07:52

O secretário regional da Educação considerou hoje "prematuro" afirmar que vão ser contratados cerca de 800 professores no próximo ano letivo, como é pretensão do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA).

“Em matéria de contratações para o próximo ano letivo, nós estamos neste momento a proceder a uma averiguação das necessidades de escola a escola e por isso é prematuro, nesta altura, avançar com números muito precisos”, declarou Avelino Meneses aos jornalistas.

O secretário regional da Educação e Cultura, que reuniu hoje, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, com o SDPA, para analisar o próximo ano letivo, declarou que existem “parâmetros” em matéria de contratação de docentes e que os que serão usados ”serão certamente idênticos” aos do ano letivo que cessou.

Avelino Meneses afirmou que se pretende garantir em todas as escolas o número de professores suficientes para que, em caso de falta, se possa promover uma substituição “prontamente”.

O responsável pelo ensino público pretende também assegurar que no caso do acompanhamento dos alunos com necessidades educativas especiais “existam os professores de apoio necessários”.

O governante está convicto de que o novo ano letivo será “tranquilo, como foi o anterior", e que constitui o segundo ano de implantação do programa Pro-sucesso Açores, com a duração de uma década.

Avelino Meneses disse que, com base numa primeira avaliação que está a ser feita, há “indícios" que o deixa "relativamente satisfeito”, designadamente ao nível do pré-escolar e primeiro ciclo.

José Pedro Gaspar, líder do SDPA, considerou que “serão necessários, muito provavelmente, o mesmo número de docentes que temos tido nos últimos anos, que andará à volta entre 700 e 800 professores contratados”.

O sindicalista defendeu que é necessário manter o número de professores “suficiente para garantir que o sistema funciona bem”, tendo preconizado a existência de docentes para assegurar no apoio educativo e educação recursos humanos suficientes para garantir ausências.

O responsável do SDPA afirmou que o sindicato está empenhado que o programa Prosucesso seja um “plano de sucesso” para bem da imagem dos professores, escolas e alunos.

José Pedro Gaspar manifestou a sua preocupação pelo fato da lista de colocação dos professores estar “muito próxima” do início do ano escolar, defendendo-se que este processo tenha lugar “alguns dias mais cedo”.

 


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