Sindicato de Hotelaria justifica fraca adesão à greve devido a represálias

Sindicato de Hotelaria justifica fraca adesão à greve devido a represálias

 

Lusa/AO Online   Nacional   30 de Dez de 2014, 09:59

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Alimentação, Serviços e Similares da Madeira disse hoje que a greve não está a registar "os níveis de adesão desejados" devido a pressões do patronato.

 

Aquele sindicato liderado por Adolfo Freitas marcou uma greve para hoje, quarta-feira e quinta-feira com o objetivo de obrigar a entidade patronal a negociar os contratos coletivos de trabalho e a proceder às atualizações salariais que há dois anos dizem não se verificar.

"Andamos a percorrer as empresas, mas números exatos de adesão à greve ainda não temos", disse à agência Lusa o dirigente sindical, reconhecendo, no entanto, que "são números ainda um pouco baixos".

Adolfo Freitas salienta haver "algumas empresas com adesões significativas e outras onde isso já não é assim tão grande”.

"Há pressões dos patrões, há represálias, há ameaças, há a promessa do pagamento a dobrar pelos trabalhos nestes dias de greve, há a promessa do pagamento de mais dois ou três por cento a partir de janeiro, há a precariedade, o fantasma do desemprego e tudo isso faz com que os trabalhadores tenham algum receio em cumprir a greve", referiu.

Vários hotéis contactados pela Lusa adiantaram, no entanto, que os serviços estão a decorrer "normalmente e sem incidentes".

A direção do Vidamar Resorts Madeira revela que "está tudo a funcionar, os trabalhadores estão satisfeitos, não existe qualquer problema nem com trabalhadores, nem com sindicatos".

O The Vine também adiantou à Lusa que a greve "não está a ter qualquer implicação no hotel", negando qualquer pressão sobre os trabalhadores.

O Cliff Bay manifestou igualmente que os serviços estão a funcionar e rejeitou qualquer pressão sobre os trabalhadores.

A meio da manhã, o Sindicato promove uma concentração na zona hoteleira seguida de marcha até à Presidência do Governo Regional, onde será entregue um apelo em favor das reivindicações dos trabalhadores do setor. Rumarão depois até à Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF), onde deixarão uma resolução.

A greve acontece num período forte do turismo da Madeira - a passagem de ano - com hotéis a registar ocupações próximas dos 100 por cento.


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