Sindicato acusa "pressões" para trabalhadores da CGD desistirem da greve

Sindicato acusa "pressões" para trabalhadores da CGD desistirem da greve

 

Lusa/AO Online   Economia   11 de Jun de 2010, 10:58

O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) assegurou não existir hoje “um único balcão que esteja a funcionar normalmente”, apesar das “pressões e esquemas” da administração para contrariar a greve.

“No dia de hoje, o funcionamento da Caixa Geral de Depósitos (CGD) está fortemente afetado. Temos conhecimento, desde quarta feira, das pressões que estavam a ser feitas, do recurso a pessoas que estavam de férias e que foram chamadas para trabalhar, das ameaças que foram efetuadas aos trabalhadores em regime precário, nomeadamente os que têm contrato a termo”, declarou à Lusa o presidente do STEC, João Lopes, referindo-se à greve que hoje está a decorrer entre os funcionários da CGD.

Classificando estas pressões como “métodos pouco dignificantes”, o responsável disse ainda que “se calhar não existe um único balcão da CGD que esteja a funcionar de forma normal” e que os que estão de porta aberta “têm apenas duas pessoas a trabalhar”.

Em termos de "segurança de pessoas e bens", continuou, "é uma irresponsabilidade, além de contrariar as normas internas da empresa”.

A greve que hoje está a decorrer não conta com o apoio dos sindicatos dos bancários filiados na União Geral de Trabalhadores (UGT), que aceitaram a proposta do Governo relativamente ao aumento dos salários dos funcionários do grupo CGD em um por cento.

De acordo com o presidente da direção do STEC, este não é o único motivo da greve que o sindicato organizou, dado existirem outras razões, como o facto da CGD “estar a ser usada para tudo o que é crise neste país”, como é disse exemplo “os milhões de euros enterrados no Banco Português de Negócios”.

A esta razão acresce ainda o facto dos trabalhadores terem sido afetados “no que respeita à repartição de lucros”, assim como a recusa das quatro propostas feitas pelo sindicato.

“Tínhamos proposto um aumento igual para todos, uma pequena alteração na carreira dos mais desfavorecidos - como as telefonistas, empregados de limpeza e motoristas -, e a atribuição de um ou dois dias a mais de férias quando fosse atingida uma determinada idade”, declarou o sindicalista, sublinhando que a aceitação destas medidas resolveria os problemas.

“Em vez disso optaram por seguir a via mais dispendiosa, além de criar um Fundo Complementar de Pensões, para o qual a empresa e os trabalhadores terão de descontar mais 1,5 por cento, e o qual não se sabe por quem será gerido”, criticou o presidente da direção do STEC.

Em declarações à Lusa, João Lopes garantiu que o sindicato “continua disponível para negociar” e que o próximo passo será “ver se existe abertura para conversar”. “Se isso não acontecer, avaliaremos a situação. Parados não iremos ficar”, garantiu.

A Lusa contactou a Caixa Geral de Depósitos, que não comentou ainda a greve de hoje.


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