Sida em destaque a partir de amanhã em Viena


 

Lusa/AO On line   Nacional   17 de Jul de 2010, 08:59

Mais de vinte mil pessoas, entre investigadores, médicos e membros de diversas associações, reúnem-se em Viena a partir de domingo na XVIII Conferência Internacional sobre Sida, que decorre sob o tema “Direitos Aqui e Agora”.

O respeito pelos direitos humanos dos infetados com o HIV – igualdade de acesso aos cuidados de saúde e prevenção e não discriminação – é o fundamento para uma resposta adequada à pandemia, estima a organização.

“Esta será a conferência dos ‘sem voz’”, disse o diretor executivo da ONUSida, a agência das Nações Unidas de luta contra a Sida, citado pela agência de notícias France Press.

Para a ONUSida, deverá ser facilitado o acesso ao tratamento com uma medicação “mais inteligente, melhor e menos tóxica” e um sistema de distribuição mais simples e que acarrete menos custos.

Os países deverão ser capazes, de acordo com a agência das Nações Unidas, de reduzir em um milhão as novas infeções e evitar 10 milhões de mortes até 2025.

Segundo o relatório anual da ONUSida, divulgado na terça feira, a prevalência de HIV nos jovens entre os 14 e os 25 anos caiu mais de 25 por cento em 15 dos 25 países mais afetados pela epidemia, sobretudo na África Subsariana.

Apesar destas alterações positivas, ainda há cerca de cinco milhões de jovens infetados com HIV.

O relatório aponta ainda que trinta anos depois da descoberta do vírus, pelo menos 60 milhões de pessoas foram infetadas e 25 milhões morreram na sequência de complicações originadas pelo contágio.

Além disso, dos 33,4 milhões de pessoas que vivem atualmente com o vírus, metade são mulheres.

Entre os dados favoráveis, a ONUSIDA relata que a epidemia estabilizou-se na maior parte das regiões, apesar de os índices continuarem a subir a leste da Europa e no centro da Ásia.

A África Subsariana continua a ser a região mais afetada, já que, em 2008, registou 71 por cento das novas infeções mundiais.

A agência reclama ainda mais dinheiro para combater a epidemia. Em 2008, foram gastos 15 mil milhões de dólares (11,7 mil milhões de euros) com o HIV, com metade deste valor a ser proveniente dos Estados Unidos.

Na XVIII Conferência Internacional sobre SIDA, que decorre de domingo a 23 de julho, participam, entre muitos outros, o antigo presidente norte-americano Bill Clinton, o presidente da Microsoft Bill Gates, a atriz Whoopi Goldberg e a cantora Annie Lennox, embaixadoras da Boa Vontade da UNICEF e da ONUSida, respetivamente.

Entre os participantes portugueses estão o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, o coordenador da Comissão Nacional de Luta contra a SIDA, Henrique Barros, a presidente da Abraço, Margarida Martins, e o presidente do GAT (Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/Sida), Luís Mendão.


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