Seguro avisa que se Portugal for alvo de segundo resgate a responsabilidade será do Governo

Seguro avisa que se Portugal for alvo de segundo resgate a responsabilidade será do Governo

 

Lusa/AO online   Economia   5 de Nov de 2012, 13:51

O secretário-geral do PS defendeu hoje que, se Portugal for alvo de um segundo resgate financeiro, a responsabilidade será da política do Governo e advertiu que os socialistas têm "linhas vermelhas" que nunca ultrapassarão.

António José Seguro falava aos jornalistas após ter estado reunido quase duas horas com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em São Bento - encontro em que foi discutido o objetivo do executivo de cortar quatro mil milhões de euros na despesa em 2013 e 2014.

Interrogado sobre até que ponto está o PS disponível para evitar que Portugal seja alvo de um segundo resgate financeiro, António José Seguro respondeu que se houver a necessidade de um segundo resgate "quer dizer que a política do atual Governo falhou e, em primeiro lugar, deve ser o atual Governo a assumir essa responsabilidade".

"O PS está disponível para ajudar a salvar o país, sempre esteve. Mas, para isso, é preciso mudanças concretas políticas, substituindo-se a política de austeridade por políticas que promovam o crescimento económico e o emprego", especificou.

Questionado se a reunião com o primeiro-ministro em São Bento representou para si uma perda de tempo, já que parece não haver consenso com o Governo para um corte de quatro mil milhões de euros na despesa do Estado, Seguro rejeitou essa ideia de perda de tempo.

"Não se tratou de uma perda de tempo. Tratou-se de ouvir com mais pormenor aquilo que é a proposta do Governo e de ter transmitido com detalhe aquilo que são as posições do PS. Há linhas vermelhas que nós não ultrapassaremos", advertiu.

De acordo com o secretário-geral do PS, a ideia de reformar o Estado para o tornar "mais eficiente e eficaz, mais amigo das pessoas e das empresas, é uma tarefa permanente".

"Há pontos de convergência e de divergência entre os diferentes partidos em Portugal, mas esse é um debate permanentemente convocado e que não pode substituir a necessidade urgente de falarmos dos problemas concretos dos portugueses", sustentou.


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