Rússia diz ter detetado caça ucraniano perto do avião antes da queda


 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Jul de 2014, 16:10

Um alto responsável militar russo afirmou hoje que um caça SU-25 ucraniano estava a três a cinco quilómetros do voo MH17 da Malaysia Airlines pouco antes da queda do avião comercial em território ucraniano, provocando 295 mortos.

“Observámos a aproximação de um avião ucraniano SU-25 em direção ao Boeing malaio e que se encontrava a uma distância de três a cinco quilómetros. O SU-25 pode atingir uma altitude de 10.000 metros. Dispõe de mísseis ar-ar com um alcance de 12 quilómetros e que garantem a destruição de um objetivo até cinco quilómetros”, declarou o general Andrei Kartapolov, do estado-maior das Forças armadas russas, durante uma conferência de imprensa em Moscovo.

“Colocamos a questão: com que objetivo um avião de caça fazia um voo a essa altitude ao mesmo tempo que um avião civil?”, prosseguiu.

O general avançou com outros elementos suscetíveis de acusar as forças ucranianas de terem abatido o avião comercial da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo.

Kartapolov indicou que o avião mudou primeiro de rota, depois tentou regressar à rota original, diminuiu de velocidade e três minutos depois desapareceu dos radares russos, questionando: "Por que motivo saiu do seu corredor? Ou foi por erro de pilotagem ou por uma ordem fornecida pelos controladores aéreos ucranianos”.

O responsável militar também afirmou que no dia da catástrofe, os mísseis terra-ar das forças ucranianas, com capacidade de abater um alvo a 35 quilómetros de distância, estavam posicionados nos arredores de Donetsk.

“Por que motivo as forças ucranianas se encontravam nesse local e contra quem eram dirigidas as armas antiaéreas, quando todos sabemos que os combatentes [separatistas] não possuem aviação?”, prosseguiu.

O general também desmentiu que a Rússia tenha fornecido aos rebeldes pró-russos sistemas de mísseis Buk, suspeitos de estarem na origem do acidente do voo MH17, como tem sido sugerido por Kiev e por Washington.

“A Rússia não forneceu aos insurretos sistemas de mísseis Buk ou outros tipos de armamento e de material militar”, assegurou o general Kartapolov.



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