Ricciardi estima que venda do Novo Banco esteja concluída até ao verão de 2015


 

AO/Lusa   Economia   5 de Out de 2014, 14:07

O antigo administrador do Banco Espírito Santo (BES) José Maria Ricciardi disse que a venda do Novo Banco se poderá concretizar até ao verão do ano que vem, sublinhando não ter "qualquer preferência" no que respeita à nacionalidade dos investidores.

 

“Estas coisas não se podem fazer em grande correria, porque isso normalmente não dá grandes resultados, e também não se podem fazer com uma enorme lentidão”, afirmou José Maria Ricciardi aos jornalistas quando questionado sobre a venda do Novo Banco, observando que os prazos são “discutíveis”.

O banqueiro falava aos jornalistas à margem do Fórum Empresarial do Algarve, em Vilamoura, onde participou hoje numa conferência sob o tema “Que financiamento para o crescimento”.

Acrescentando que a solução para o Novo Banco exige alguma calma, o presidente do BESI disse acreditar que os clientes do Novo Banco estão “progressivamente mais tranquilos” e alguns dos antigos clientes estão mesmo a regressar.

O gestor admitiu ainda que se consiga uma solução, embora não seja certo, até ao verão de 2015 para o Novo Banco.

Questionado pelos jornalistas sobre se tinha preferência por um comprador nacional, Ricciardi afirmou não ter “qualquer preferência”, dizendo apenas que o ideal é que o banco mantenha as “grandes capacidades” da equipa que trabalha no Novo Banco.

Segundo o banqueiro, um banco com a importância do Novo Banco, com o peso que representa nas Pequenas e Médias Empresas (PME), “não pode ficar numa situação de alguma “incaracterística” em termos dos seus acionistas.

O ex-administrador do BES elogiou ainda o trabalho do Banco de Portugal, que está, da “melhor maneira”, a tentar encontrar “a melhor solução possível em termos de investidor”. E considerou que o que se passou com o BES “foi um verdadeiro terramoto”.

Quando questionado se a venda do BESI será feita em conjunto com a venda do Novo Banco, Ricciardi considerou que existe essa possibilidade mas admitiu também a hipótese da venda em separado.

A terceira edição do Fórum Empresarial do Algarve termina hoje em Vilamoura.


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