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Lusa/AO Online   Nacional   8 de Out de 2010, 08:24

Os cortes nos salários dos funcionários públicos são o grande destaque da imprensa de hoje que também "puxa" às primeiras páginas a atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao peruano Mário Vargas Llosa.

"Corte de salários aos funcionários públicos varia entre 50 e 725 euros" é a manchete do Público, que avança com as perdas previstas para cada escalão da tabela salarial.

De acordo com este diário, "quem ganha 1500 euros perderá 50 e o funcionário público mais bem pago, o Presidente da República, verá o seu salário cortado em 725 euros".

Com uma fotografia a ocupar meia página, o Público mostra ainda o rosto do novo Prémio Nobel da Literatura, o peruano Vargas Llosa, dizendo que o escritor era o "eterno candidato".

No Diário de Notícias, a manchete refere que os "cortes médios [nos salários] da função pública [são de] 215 euros por mês", adiantando ainda que "Portugal vai perder 35 mil postos de trabalho em 2011".

O aperto de mão que selou o acordo entre a CGTP e a UGT em relação a uma greve geral em novembro é outro destaque do jornal que apelida o momento de "histórico" e afirma que "Carvalho da Silva e João Proença vão entregar, pela primeira vez, um pré-aviso conjunto de greve".

A atribuição do Nobel da Literatura também ocupa a primeira página do DN, com o título "Nobel rende-se ao escritor que nunca fugiu da política", assim como declarações do selecionador nacional que diz que "o único resultado positivo é ganhar".

No Correio da Manhã, o título principal anuncia "promoções zero na função pública", referindo que os ordenados vão sofrer "cortes entre 50 e 420 euros por mês" e que "as despesas de representação pagam taxa de 10 por cento".

A primeira página deste jornal mostra ainda uma fotografia dos velórios dos cinco pescadores de Caxinas, destacando a frase "foi Deus que escolheu assim" e explicando que a localidade "chora os pescadores mortos, com resignação pela tragédia".

Também a manchete do Jornal de Notícias visa a redução de salários dos funcionários públicos, afirmando que "políticos levam corte até 15 por cento nos salários".

O jornal especifica que "quem ganha mais de 4200 euros soma 10 por cento ao corte de 5 por cento já em vigor" e que "Cavaco Silva e José Sócrates estão entre os afetados pela medida".

O JN destaca igualmente a união da CGTP e da UGT na decisão de avançar para a greve geral e adianta que "pagar portagem sem dispositivo [nas SCUT] fica mais caro 30 cêntimos".

O jornal i divide o espaço central da sua primeira página entre os títulos "Banco de Portugal culpa função pública por fraca produtividade do país" e "sector privado mais produtivo à custa do desemprego puxa pela economia".

O jornal explica que o Banco de Portugal considera que "os funcionários públicos ganham de mais para o que produzem" e que "a produtividade do trabalho só cresce este ano porque está a ser puxada pelo sector privado".

Além do Nobel para Vargas Llosa, o i destaca ainda na sua capa que se o Tribunal de Contas não der o visto à construção do troço do TGV Poceirão-Gaia até novembro, do TGV, o contrato fica suspenso.

"As câmaras do PS foram as que mais violaram limites da dívida" e "Paulo Bento procura hoje uma estreia convincente" são ainda títulos de destaque no i.

De acordo com a manchete do Diário Económico, o "corte de salários no Estado varia entre 700 e 5.880 euros por ano", sendo que a proposta do Governo "prevê a redução da massa salarial da Função Pública em 5 por cento".

O jornal adianta também que a "falta de parecer da Protecção de Dados ameaça portagens nas SCUT" e diz que "metade das autarquias já aplica tarifas especiais no consumo da água".

O DE refere ainda que o "julgamento de Oliveira Costa e do processo BPN [foi] adiado dois meses".

No Jornal de Negócios, a primeira página é dedicada ao Orçamento de Estado, titulando em manchete "E se o Orçamento for chumbado?".

Sobre este tema, o jornal destaca que o "PSD está dividido sobre voto ao Orçamento", explica o "que fará Cavaco se não houver Orçamento" e apresenta a opinião de economista dizendo que "a alternativa é um ajustamento mais doloroso", que "é melhor reduzir a despesa sem orçamento do que nada" e que "a pobreza de quem nunca foi pobre cria revolta".

O semanário Sol escolheu para manchete "Partidos já preparam eleições em maio", considerando que a "crise política e eleições em maio de 2011 são inevitáveis se Sócrates não recuar nos impostos".

O semanário diz ainda que "Sócrates aposta em penalizar o PSD pela queda do Governo", que "Passos (que almoçou com ferreira Leite) recusa mais carga fiscal e chumbará orçamento" e que "Portas também não aceita aumento de impostos".

O Sol destaca ainda na capa que a organização da Ryder Cup em 2018 por Portugal "exige assinatura de Passos Coelho", não "se dando por satisfeita com a assinatura do primeiro-ministro".

Nos jornais desportivos, o destaque é dado à entrevista à RTP do presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, com O Jogo a titular "Totó é que não sou" e o Record a destacar a frase "defendo-os até à morte" referindo-se ao diretor e treinador do clube.

Na Bola, o destaque à entrevista é menor, tendo o jornal optado por colocar na primeira página a frase "título à distância de um clique". Este jornal preferiu dar espaço à estreia de Paulo bento enquanto selecionador de Portugal escolhendo como manchete a palavra "Acreditamos!" e a declaração de Paulo bento "não podemos desperdiçar qualquer segundo para ganhar".


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