Restaurant Day permite a qualquer um abrir um restaurante no domingo

Restaurant Day permite a qualquer um abrir um restaurante no domingo

 

LUSA/AO Online   Economia   15 de Ago de 2014, 14:59

Qualquer pessoa vai poder 'abrir' um restaurante no próximo domingo, durante 24 horas, em qualquer lugar do mundo, no âmbito da iniciativa Restaurant Day, que se realiza quatro vezes por ano.

Esta iniciativa arrancou em 2011 na Finlândia e, entretanto, “começou a propagar-se pelo resto do mundo, muito por culpa das redes sociais”, disse à agência Lusa Rogério Nuno costa, impulsionador do Restaurant Day em Portugal. “Em quatro dias por ano (em fevereiro, maio, agosto e novembro) durante 24 horas, qualquer pessoa, amadora ou profissional, pode ter o seu ‘pop-up’ restaurante, ou restaurante nómada, no local que quiser, servindo os clientes que quiser e a comida que quiser”, explicou. De acordo com Rogério Nuno Costa, esta iniciativa é apelidada de “Carnaval dos ‘food lovers’ [amantes de comida]”, por se tratar de “uma celebração das pessoas que gostam muito de cozinhar e que gostam muito de comer”. “Trata-se de propor um evento no qual amantes da gastronomia possam brincar aos restaurantes e ‘abrir o seu negócio’, durante 24 horas, e experimentar uma ideia de quase comunidade de ‘food lovers’. E, através das redes sociais, propor uma partilha quase global desta experiência”, referiu. Os interessados em participar devem inscrever-se no site da iniciativa (www.restaurantday.org), onde os comensais poderão encontrar a localização dos restaurantes abertos no domingo na área onde se encontram. Há também uma aplicação para telemóveis que permite saber onde há restaurantes abertos, que tipo de comida servem, quais os preços que cobram e os seus horários de funcionamento. De acordo com Rogério Nuno Costa, “não há um organismo oficial que trate da implantação do conceito em Portugal, que existe desde 2011 de uma forma livre”. Este português participou no Restaurant Day em agosto do ano passado, em Helsínquia, Finlândia. “Decidi associar-me ao projeto e ser embaixador em Portugal, algo que qualquer pessoa pode fazer”, disse. Rogério Nuno Costa ofereceu-se “para propagar o conceito em Portugal” e está a fazê-lo com mais uma pessoa, Filipa Valente. Ele está mais ligado ao que se passa no Porto e ela em Lisboa. Apesar de já ter havido algumas experiências em Portugal em edições passadas, “os números não são expressivos”. Mas Rogério Nuno Costa quer mudar isso, até porque acredita que este tipo de iniciativa “é algo que está inscrito no ADN de qualquer português”. “Chamar a atenção para o evento é o que falta”, defendeu. Na última edição do Restaurant Day, em maio, ‘abriram’ quatro restaurantes no Porto, dois em Lisboa e mais de 20 nas Caldas da Rainha, “números muito pequenos”, quando comparados com cidades como Amsterdão, na Holanda, Helsínquia ou Copenhaga, na Dinamarca, “que chegam a ter 200, 300 ou 500 no mesmo dia”. A participação na iniciativa “é livre e da responsabilidade dos participantes”.


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