Responsabilidade do Governo dos Açores é evitar novo acidente nos portos

Responsabilidade do Governo dos Açores é evitar novo acidente nos portos

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Jun de 2015, 06:13

O presidente do Governo dos Açores disse na terça-feira que a "responsabilidade política" do executivo em relação ao acidente mortal num porto do Pico é "fazer tudo" para que a situação não se volte a repetir.

 

Vasco Cordeiro referiu que as conclusões do relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Marítimos conhecido na terça-feira apontam para “uma conjugação de várias fatores” como causa do acidente, ocorrido em novembro de 2014 em São Roque do Pico e no qual morreu um passageiro de um navio da empresa pública regional Transmaçor, atingido por um cabeço de amarração que rebentou.

“Há questões que derivam de um período de tempo muito alongado, há questões sobre as quais não há qualquer controlo nem possibilidade de controlo do homem, [como] questões relativas ao estado do mar. Mas aquilo que resulta claro é que não há uma única causa que se possa apontar como sendo aquela a causa do acidente. E nesse contexto, aquilo que considero ser a responsabilidade politica de um qualquer governo não é virar as costas, não é fugir, é fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que uma situação dessas não se volte a repetir", afirmou terça-feira à noite, em declarações aos jornalistas na Madalena, ilha do Pico.

Para Vasco Cordeiro, “o mais dramático de tudo isto é, efetivamente, o resultado que houve, com a perda uma vida humana”, tendo sublinhado que estão em curso “procedimentos” a nível das empresas envolvidas no transporte marítimo de passageiros nos Açores e na gestão dos portos da região com o objetivo de evitar a possibilidade de novo acidente.

O relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Marítimos, disponível na Internet, concluiu que o acidente que envolveu o navio Gilberto Mariano, a 14 de novembro de 2014, ficou a dever-se a uma série de fatores.

O documento aponta a "ausência continuada de manutenção" dos cabeços de amarração ("ao longo dos mais de 30 anos de existência e trabalho dos cabeços") por parte da empresa Portos dos Açores, a utilização de cabos de amarração "sobredimensionados" e a forte ondulação.

Depois de ser conhecido o relatório, o secretário regional dos Transportes dos Açores, Vítor Fraga, disse que a região vai reforçar as condições de segurança nos portos e descartou responsabilidades políticas ou algum tipo de negligência neste caso.

Já o PSD/Açores, que está na oposição na região, exigiu que o Governo Regional assuma as suas "responsabilidades políticas" pelo acidente, considerando que o relatório conhecido na terça-feira “é grave e não pode passar sem consequências".



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