Requalificação do Largo do Colégio de Ponta Delgada regenera zona emblemática da cidade

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Largo do Colégio em Ponta Delgada

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A requalificação do Largo do Colégio de Ponta Delgada, o projeto mais votado no orçamento participativo municipal, é inaugurada na sexta-feira e "regenerou" urbanisticamente uma zona emblemática que passa a ter "um palco privilegiado" para eventos culturais.
 

“Esta obra tem na verdade dois valores simbólicos. É uma obra que nasce do povo para o povo e pelo povo, porque está inserida no âmbito do orçamento participativo. Há, portanto, um impulso dos próprios cidadãos que consideraram aquela alteração urbanística essencial para uma fruição mais cultural e menos rodoviária”, sublinhou hoje o presidente da Câmara de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro.

A proposta para retirar o estacionamento do largo do Colégio foi a mais votada na segunda edição do orçamento participativo da Câmara Municipal de Ponta Delgada, obtendo 994 votos, mas a autarquia decidiu fazer uma intervenção mais abrangente naquela zona da cidade requalificando o espaço público envolvente e a parte arquitetónica do largo.

A requalificação urbanística liberta o largo de viaturas, uma vez que passa a ser proibido estacionar em frente à Igreja do Colégio dos Jesuítas, edifício emblemático que data do século XVI.

Nas imediações do largo estão ainda o jardim com o nome do escritor açoriano Antero de Quental e a sede da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas.

A obra, com um valor de 75 mil euros atribuído no orçamento participativo, incluiu, entre outras intervenções, a criação de uma praça, substituindo o piso por outro de lajetas de basalto à cota do passeio existente e foi ainda feito o embelezamento natural da zona com a plantação de árvores.

Por outro lado, criou-se um acesso direto à Biblioteca Pública e Arquivo Regional.

“Era um parque de estacionamento, perturbou e está a perturbar e vai perturbar os que estavam habituados a encontrar um lugar de estacionamento, mas a intervenção valorizou muito o aspeto da fruição cultural e urbanística e o respeito regenerador do próprio espaço, que estava degradado e este vale mais do que a comodidade do estacionamento”, salientou o autarca, destacando o trabalho dos funcionários da autarquia que realizaram a intervenção.

José Manuel Bolieiro referiu que a igreja e a sua fachada "estavam absolutamente desvalorizadas" com o estacionamento de viaturas em frente ao edifício, acrescentando que a obra "distingue o património edificado" e "regenerou urbanisticamente um quarteirão" que "passa a ter uma outra dinamização cultural".

“Os agentes culturais locais passam a ter ali um privilegiado palco para ‘perfomances’ e atuações que depois possam ajudar a desenvolver uma ideia de fruição cultural, recreativa e artística no quarteirão”, salientou, assinalando que no Largo do Colégio já foram realizados concertos do Coral de São José.