Região "não precisa de mais austeridade, mas de um governo melhor"

Região "não precisa de mais austeridade, mas de um governo melhor"

 

Lusa/AO online   Regional   5 de Set de 2012, 14:34

A presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, defendeu hoje que a resposta para a situação financeira da região "não está na austeridade", mas na racionalidade dos investimentos e da utilização dos dinheiros públicos

"Não precisamos de austeridade, precisamos é de um governo melhor", afirmou Berta Cabral, na intervenção que encerrou o debate de urgência promovido pelo PSD na Assembleia Legislativa sobre o relatório da Inspeção Geral de Finanças relativo à situação financeira da região.

Berta Cabral criticou o PS por “repetir que os Açores estão bem”, frisando que “ironicamente [a Região] acaba a pedir ajuda a quem o PS diz estar pior”, numa referência ao acordo assinado com o Governo da República para garantir um empréstimo estatal de 135 milhões de euros.

No quadro que traçou da realidade regional, a líder do PSD/Açores salientou que o arquipélago “tem hoje o mais elevado número de desempregados de sempre, a mais elevada taxa de desemprego jovem de sempre, a maior taxa de beneficiários de RSI [Rendimento Social de Inserção] do país, o turismo em queda e o sistema de saúde em pré-falência”.

“Este ciclo de governação merecia um final melhor”, frisou, defendendo que, caso o PSD vença as eleições regionais de outubro, “acabou o tempo das grandes obras e dos grandes investimentos”.

Para Berta Cabral, “o tempo agora é de investir nas pessoas, de governar para as pessoas”, o que implica “salvar o sistema de saúde, garantir os apoios regionais na terceira idade, investir no sistema educativo, dar esperança aos jovens e assegurar estabilidade à administração pública”.

“Governar para as pessoas é resolver a dramática situação do desemprego”, afirmou, defendendo a necessidade de “construir uma região económica que garanta o progresso e o desenvolvimento sustentado” para permitir a criação de novos postos de trabalho.

Nesta intervenção, a presidente do PSD/Açores não fez qualquer referência a uma acusação feita pelo vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, relativamente à dívida da Câmara de Ponta Delgada, a que Berta Cabral presidiu até ao final de julho.

“Em 2001, a dívida da Câmara de Ponta Delgada era de 6,9 milhões de euros, em 2011 era de 65,1 milhões de euros”, afirmou Sérgio Ávila, frisando que esta autarquia é a que tem a “maior dívida” nos Açores.

Para Sérgio Ávila, “o PSD não pode apresentar como candidata à presidência do Governo Regional quem aumentou 10 vezes numa década a dívida da autarquia que geria”.


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