Euro/Crise

Recurso ao endividamento vai descer 6,5% na zona euro em 2012


 

Lusa/AO online   Economia   21 de Dez de 2011, 15:31

O endividamento dos 17 países da zona euro deverá cair 6,5 por cento em 2012, em termos homólogos, para 1.492 mil milhões de euros, ou seja, 15,5 por cento do PIB, prevê a agência de notação financeira Fitch.
Num relatório, a Fitch estima que no grupo UE15 (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido) as necessidades de financiamento para 2012 vão apresentar um decréscimo de 1,2 por cento, passando de 1.848 para 1.826 mil milhões de euros.

Em termos absolutos, a França é o país que mais vai recorrer ao endividamento (359 mil milhões de euros), seguindo-se a Itália (357 mil milhões de euros), Reino Unido (300 mil milhões de euros) e Alemanha (244 mil milhões de euros).

Em termos de percentagem do PIB, a Grécia será o país mais endividado (35 por cento), seguido da Itália (22 por cento), Portugal (20 por cento) e França (17 por cento).

Em termos gerais, as necessidades de financiamento vão diminuir na maioria dos países europeus, com excepção da Áustria, Chipre, Grécia, Suíça e Reino Unido.

A Fitch salienta que 59 por cento das necessidades de financiamento dos países da UE15 pertencem a estados com ‘rating’ em perspectiva negativa (‘negative outlook’) ou vigilância negativa (‘negative watch’), ao contrário do que acontecia em 2009 quando os países que emitiam dívida soberana estavam classificados com uma perspectiva estável.

Embora os custos marginais de financiamento dos países periféricos (Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha) tenham sofrido um súbito agravamento no decorrer de 2011, a pressão dos mercados fez-se sentir em todo o continente.

As taxas de juro médias anuais exigidas pelos investidores para a compra de dívida soberana dos países UE15 subiram de 3,6 por cento em 2010 para 4,1 por cento em 2011.

As necessidades de financiamento incluem o endividamento líquido acrescido de amortizações da dívida de médio e longo prazo e da dívida de curto prazo.

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