Recolha seletiva de lixo em São Miguel, aumenta 28% em 2015

Recolha seletiva de lixo em São Miguel,  aumenta 28% em 2015

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Fev de 2016, 09:39

A recolha seletiva de lixo em São Miguel, Açores, aumentou cerca de 28% em 2015, em comparação com o ano anterior, disse hoje à Lusa o presidente da associação de municípios da ilha, Ricardo Rodrigues.

O responsável, também presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, especificou que, em 2014, o valor registado foi de 10.437 toneladas, enquanto em 2015 se atingiu as 13.331 toneladas.

O líder da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel (AMISM) referiu, por outro lado, que a valorização de embalagens para exportação aumentou de 4.666 toneladas em 2014 para 5.138 toneladas em 2015, número que considera “muito motivador” para continuar este “trabalho essencial” nas ilhas dos Açores, nomeadamente em São Miguel.

O autarca afirmou que a associação tem vindo a delinear objetivos que visam atingir as metas estipuladas pelo Plano Nacional de Gestão de Resíduos 2011-2020, bem como pela União Europeia, que determinam a necessidade de 50% desta matéria ser reciclada, tendo-se atingido 39% em 2015.

“Estamos no bom caminho de valorização dos nossos resíduos, aqueles que são possíveis valorizar”, declarou o autarca, acrescentando que os resíduos sólidos urbanos cresceram, por seu turno, cerca de 2%, de 54.643 toneladas em 2014 para 55.807 em 2015.

Ricardo Rodrigues revelou que, entretanto, foram retiradas do aterro sanitário da ilha de São Miguel cerca de sete mil toneladas de resíduos, o que considerou ser “muito significativo”, uma vez que não se pode continuar a aumentar este tipo de solução na região, mas sim diminuir a sua pressão.

De acordo com a revista “Valorizar”, da AMISM, que compreende os municípios de Lagoa, Vila Franca do Campo, Ponta Delgada, Povoação e Ribeira Grande, de janeiro a dezembro de 2015, a associação encaminhou 12.666 toneladas de resíduos para reciclagem, tendo sido o papel o material mais separado.

O concelho que regista uma maior evolução na separação de resíduos na ilha de São Miguel é o de Vila Franca do Campo, seguindo-se Lagoa, Ribeira Grande e Ponta Delgada.

Os municípios da ilha de São Miguel à exceção do Nordeste lançaram em novembro de 2015 um concurso público internacional para a construção de uma central de incineração de resíduos.

O concurso tem um valor de 68 milhões de euros e visa a "conceção, construção e fornecimento de uma central de valorização energética de resíduos na ilha de São Miguel", com "recuperação de energia para produção combinada de calor e eletricidade", segundo o anúncio publicado no Diário da República.

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