Quercus acusa IKEA de querer construir em solos da Reserva Agrícola Nacional


 

Lusa/AO Online   Nacional   4 de Jan de 2010, 11:33

A associação ambientalista Quercus acusou hoje o gigante imobiliário sueco Ikea de querer construir uma nova loja no Algarve em solos classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e pede à CCDR/Algarve para "defender o ordenamento do território".

"A Quercus teve conhecimento que a IKEA Portugal pretende construir uma nova loja no Algarve, tendo a empresa imobiliária (IMO 224 - Investimentos Imobiliários SA.) promovido a compra de cerca de 40 hectares de terrenos, em solos da RAN, no sítio de Alfarrobeira, próximo da Via do Infante", lê-se num comunicado divulgado hoje pela Associação Nacional de Conservação da Natureza.

No documento a Quercus considera o "investimento do Grupo IKEA importante para a região" mas apela à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve para que "defenda o ordenamento do território".

"Apesar do IKEA Portugal ter já entregue um pedido de viabilidade na CCDR do Algarve para terrenos condicionados no concelho de Loulé, a Quercus espera que as entidades públicas competentes não permitam a desafectação dos solos da RAN, nem promovam a alteração do Plano Director Municipal de Loulé para favorecer um interesse privado, sem que tenham sido estudadas alternativas de localização".

A Quercus sugere ao Grupo IKEA para não insistir na construção de infra-estruturas em áreas condicionadas, "quando existem alternativas que deviam ser ponderadas na selecção de locais para investimento".

A 10 de Dezembro do ano passado, a cadeia sueca IKEA anunciou que pretendia abrir uma loja e um centro comercial Inter IKEA em Loulé, Algarve, um investimento no valor superior a 200 milhões de euros que permitirá criar 3000 postos de trabalho directo.


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