Putin insta líderes de Arménia e Azerbaijão a

Putin insta líderes de Arménia e Azerbaijão a

 

Lusa/AO online   Internacional   5 de Abr de 2016, 17:28

O Presidente russo, Vladimir Putin, instou os líderes da Arménia e do Azerbaijão a garantirem o fim dos sangrentos combates pela disputada região de Nagorno-Karabakh, depois de terem acordado um cessar-fogo.

 

“Putin apelou a ambas as partes para garantirem, com urgência, a completa cessação das hostilidades militares e o respeito pelo cessar-fogo”, indicou o Kremlin em comunicado depois de Putin ter falado com os dois Presidentes por telefone, separadamente.

O chefe de Estado russo expressou “grande preocupação” após quatro dias de combates que fizeram pelo menos 64 mortos, no maior foco de violência no território desde uma trégua inconclusiva, em 1994.

Putin sublinhou igualmente a necessidade de retomar as negociações de paz com moderação internacional que não conseguiram pôr definitivamente fim à amarga disputa das últimas duas décadas.

O Azerbaijão e os separatistas arménios em Nagorno-Karabakh afirmaram hoje que iam pôr termo aos combates, após quatro dias de derramamento de sangue, enquanto as potências internacionais se esforçavam para solucionar a pior onda de violência em décadas sobre o disputado enclave.

As forças arménias e azeris indicaram ter acordado um cessar-fogo para pôr fim às hostilidades a partir das 08:00 TMG (09:00 de Lisboa).

A trégua aconteceu depois de o exército azeri ter declarado que tomara o controlo de vários pontos estratégicos no território controlado pelos arménios, alterando eficazmente a linha da frente pela primeira vez desde a trégua de 1994.

Separatistas apoiados por Yerevan tomaram o controlo do montanhoso enclave de Nagorno-Karabakh, uma região de maioria arménia situada dentro do Azerbaijão, numa guerra que fez cerca de 30.000 mortos, nos primeiros anos da década de 1990, após o fim da União Soviética.

As duas partes nunca assinaram um acordo de paz, apesar do cessar-fogo de 1994, e focos de violência esporádicos vitimam regularmente soldados de ambos os lados, embora o mais recente episódio tenha representado uma séria escalada.

Apesar de Moscovo ter vendido armas a arménios e azeris e trace uma cuidadosa linha entre os dois, tem uma aliança militar com a Arménia, com uma base no seu território, e tem relações muito mais estreitas com Yerevan.

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