PSD/Lisboa quer que Costa escolha entre liderança da Câmara ou do PS


 

AO/Lusa   Nacional   1 de Nov de 2014, 17:01

O presidente da Concelhia do PSD/Lisboa, Mauro Xavier, defendeu este sábado que o episódio da execução dos fundos comunitários é "mais um exemplo" de que é insustentável António Costa ser líder do PS e presidente da Câmara de Lisboa.

 

“Estamos no célebre provérbio português ‘em casa de ferreiro, espeto de pau’. António Costa vem pedir uma maior execução dos fundos comunitários ao Governo, quando ele próprio, dentro de casa, não está a conseguir executar na totalidade”, declarou o responsável da Concelhia social-democrata.

Em declarações à Lusa, Mauro Xavier lembrou que “António Costa é presidente da Câmara de Lisboa e, em vez de estar permanentemente a fazer oposição ao Governo, que decida se quer governar a autarquia ou continuar a fazer política nacional”.

“É mais um exemplo de que é insustentável ser líder do PS e da Câmara”, declarou.

O responsável social-democrata disse que Lisboa é o município com mais baixa taxa de execução dos fundos comunitários na Área Metropolitana de Lisboa, o que leva a um pedido de esclarecimentos que será motivo de um requerimento a entregar na próxima semana na Assembleia Municipal.

Castro Almeida, secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, garantiu hoje não haver qualquer atraso na execução do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) nem na preparação do novo quadro comunitário de apoio, Portugal 2020.

O governante social-democrata comentava, assim, as críticas do candidato socialista a primeiro-ministro e atual presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, que esta semana levantou dúvidas sobre a taxa de execução dos fundos comunitários.

Depois de sublinhar que Portugal tem a taxa de execução mais elevada, Castro Almeida afirmou-se surpreendido com as críticas de António Costa, uma vez que a taxa de execução de fundos comunitários da Câmara Municipal de Lisboa é, disse, de 63,7%, ou seja “vinte pontos percentuais abaixo da média nacional”.

“Ou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa não conhecia as taxas de execução do seu município, o que é estranho, ou então é falta de seriedade política”, disse o governante social-democrata.

Por sua vez, o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, afirmou hoje que a taxa de execução de fundos comunitários pela autarquia é de 83%, acusando o Governo de “manipular dados” para “fazer um ataque político ao doutor António Costa”.

“Queria manifestar a minha surpresa e profundo desagrado pelas afirmações de hoje do secretário de Estado, que utilizou dados falsos relativamente à execução do município de Lisboa para fazer um ataque político ao doutor António Costa”, disse à agência Lusa Fernando Medina, reagindo às declarações de Castro Almeida.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Medina explicou que “a taxa de execução, de acordo com os critérios do Governo, é de 83%”, enquanto “a taxa efetiva de execução do município de Lisboa é de 92% no total dos programas do QREN”, explicando que “a diferença reside na despesa já paga pelo município e aquilo que foi registado na CCDR”.

 



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