PSD diz que há consenso nos Açores sobre falhanço de políticas do PS

PSD diz que há consenso nos Açores sobre falhanço de políticas do PS

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   18 de Jun de 2015, 18:05

O PSD considerou hoje que há atualmente nos Açores "um consenso" em relação ao falhanço das políticas que o PS tem seguido na governação da região, referindo um manifesto subscrito por empresários, sindicalistas e agricultores.

Numa declaração política no plenário do parlamento regional, o deputado do PSD António Marinho apontou o manifesto divulgado na semana passada pela Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, a Associação Agrícola de São Miguel e a UGT/Açores em que as três entidades "aflitivamente" pediam "um novo rumo" para a região.

"Nunca se tinha conjugado tão vasto leque de opiniões dos parceiros sociais quanto à situação que os Açores vivem", disse o deputado.

António Marinho afirmou que, após 20 anos de governação socialista, os Açores estão na "cauda do país", como "todas as estatísticas demonstram", e considerou que é preciso mudar de governo na região, já que o atual revela "cansaço" e falta de "forças para resolver os problemas".

No debate que se seguiu, Aníbal Pires, do PCP, e Zuraida Soares, do BE, sublinharam que o manifesto em causa pedia "menos Estado" e a privatização de empresas públicas regionais, um caminho seguido na República nos últimos anos que teve como resultado "o empobrecimento" dos portugueses, o aumento do desemprego e a emigração de centenas de milhares de pessoas.

Quanto à bancada do PS, pela voz de Francisco César, considerou que a declaração política do PSD é resultado do "desespero" do partido perante diversos indicadores recentes que dão conta da reanimação da atividade económica, do setor da construção civil ou das exportações, do crescimento do turismo acima dos 20% e da baixa do desemprego.

Isabel Rodrigues, secretária regional dos Assuntos Parlamentares, sublinhou o "tom já pré-eleitoral" da declaração do PSD e afirmou que este é o mesmo partido que na República "destruiu meio milhão de postos de trabalho", aumentou a emigração e tornou a educação "algo caótico", criticando que os social-democratas tenham "cara" para questionar a "situação da região".

A secretária regional disse ainda que o PSD que agora reclama "menos Estado" na economia regional é o mesmo que reivindica mais apoios às empresas açorianas.

Isabel Rodrigues acrescentou que, por outro lado, "há grandes pontos de contacto" entre o conteúdo do manifesto referido pelo PSD e a linha que tem sido seguida pelo Governo Regional, no sentido de aumentar a competitividade das empresas e as exportações e valorizar os produtos endógenos.

Quanto ao CDS-PP, a deputada Graça Silveira afirmou que os Açores estão "no último lugar" do país a nível da coesão, da educação e dos índices de pobreza, que "a economia definha" e que o desemprego "é preocupante", defendendo que "é importante inverter esta forma de governação" e encontrar "estratégias que garantam o crescimento da economia".

Também o deputado do PPM, Paulo Estêvão, considerou que há "estagnação económica" nos Açores e retrocesso nas áreas sociais, sendo necessário uma alteração política que, no entanto, não se pode traduzir em mero "rotativismo", por serem necessários "projetos diferentes".

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