PSD diz que Governo revela "falta de rumo" na reforma do setor público

PSD diz que Governo revela "falta de rumo" na reforma do setor público

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Fev de 2018, 13:51

O porta-voz para a Economia, Emprego e Finanças do PSD/Açores, António Viveiros, considerou esta terça-feira que a anunciada reforma do setor público empresarial revela a “falta de rumo e desorientação” da gestão do Governo Regional socialista.

“O anuncio do presidente do Governo Regional é bem revelador da falta de rumo e desorientação do governo na gestão do setor público empresarial regional”, declarou o dirigente social-democrata aos jornalistas.

O Governo dos Açores anunciou na segunda-feira que vai reduzir a sua participação direta e indireta em empresas e associações, no âmbito de uma reforma do setor público empresarial regional que inclui a extinção de empresas, entre elas a Saudaçor.

Segundo o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, a reforma abrange 17 empresas no total.

“Esta reforma engloba diversas soluções contemplando, nuns casos a extinção de empresas, conjuntamente com um processo de internalização de serviços e de recursos humanos, noutros a alienação da participação total ou parcial da região e, noutras ainda, a desvinculação de associado”, explicou na altura o presidente do Governo dos Açores.

António Viveiros recordou, em conferência de imprensa realizada em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que o programa do Governo dos Açores fixou em 2012 como objetivo reduzir o setor público empresarial regional, “nada tendo sido cumprido durante a legislatura”.

Já em 2016, o programa do executivo socialista “deixou cair essa promessa” e, “ainda há menos de três meses”, o Governo dos Açores e o PS “rejeitaram, durante o debate parlamentar do Orçamento para 2018, duas propostas para a extinção” das empresas Sociedade de Promoção Reabilitação de Habitação e Infraestruturas SA (SPRIH) e a Saudaçor - Sociedade Gestora de Equipamentos e Recursos de Saúde nos Açores.

De acordo com o deputado social-democrata, está-se perante um executivo “aos ziguezagues e sem estratégia", recordando que Vasco Cordeiro, que fundamenta a sua proposta com a situação económica favorável, já em 2012, “na fase aguda da crise”, também tinha este como “objetivo do Governo”.

O porta-voz da Economia, Emprego e Finanças referiu que, contrariamente ao que afirma o presidente do Governo Regional, as empresas públicas “acumulam prejuízos atrás de prejuízos”, sendo que, sem a EDA - Eletricidade dos Açores, em 2016 o setor público empresarial regional “tinha capitais próprios negativos”.

Só o setor da saúde e o grupo SATA “tinham capitais negativos superiores a 350 milhões de euros”, disse.

Para o social-democrata, a decisão do Governo Regional de promover esta reforma no setor prende-se com a criação da comissão parlamentar de inquérito ao setor público empresarial regional.



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