PSD apoiará tudo o que considerar importante para Portugal

 PSD apoiará tudo o que considerar importante para Portugal

 

Lusa/AO online   Nacional   3 de Dez de 2015, 16:17

O presidente do PSD declarou que o seu partido avaliará em cada momento o que considera "mais importante para Portugal" e apoiará tudo o que considerar que se enquadra na sua "visão positiva da sociedade portuguesa".

 

Pedro Passos Coelho enunciou estes princípios que nortearão o PSD na oposição no encerramento do debate do Programa do XXI Governo Constitucional, na Assembleia da República, adiantando: "Contarão connosco para promover a responsabilização no sistema político e o aprofundamento da maturidade e da liberdade que deve assistir à sociedade civil e aos cidadãos".

Contudo, voltou a defender que, quando precisar dos votos do PSD, o PS deve aceitar novas eleições: "No dia em que o nosso apoio possa ser decisivo para alcançar algum resultado essencial que a maioria que suporta o Governo não for capaz de garantir, apenas esperamos que tenham a dignidade de disso retirarem a consequência natural e devolverem a palavra ao povo".

Em entrevista à RTP, a 20 de novembro, Passos Coelho já tinha defendido que, no dia em que precisasse dos votos do PSD ou do CDS-PP "para aprovar alguma matéria que seja importante", o secretário-geral do PS, António Costa, deveria pedir desculpa ao país e demitir-se de primeiro-ministro.

Hoje, depois de acusar o secretário-geral do PS de ter formado um Governo "nas costas do povo" com o apoio de BE, PCP e PEV, Passos Coelho afirmou que exercerá "o papel de reserva e alternativa de Governo" e será uma "oposição determinada, séria e responsável".

No final do seu discurso, o ex-primeiro-ministro elencou "os princípios que nortearão, agora na oposição, como antes no Governo", o PSD.

Passos Coelho disse que o PSD, "sendo uma oposição determinada, séria e responsável", estará "contra tudo o que represente um retrocesso ou um ataque ao país moderno, aberto, cosmopolita, competitivo, exigente, reformista e justo" que defende, mas "não deixando de apoiar tudo o que promova esta visão positiva da sociedade portuguesa".

"Quando à atividade governativa, bem sei que não está na conta dos atuais governantes pedirem-nos apoio para suportar o Governo. Ainda bem, porque quem perdeu as eleições e recusou apoio a quem ganhou não tem autoridade política para destes reclamar apoio no futuro", prosseguiu.

"Mas, insisto, nós avaliaremos sempre, em cada momento, o que considerarmos mais importante para Portugal, independentemente da vontade do Governo", acrescentou.


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