PSD alerta para degradação da água da lagoa das Sete Cidades mas Governo desmente

PSD alerta para degradação da água da lagoa das Sete Cidades mas Governo desmente

 

Lusa / AO online   Regional   24 de Jun de 2017, 16:07

A deputada do PSD/Açores Catarina Furtado alertou hoje para a "degradação da qualidade" da água na lagoa das Sete Cidades, nos Açores, apontando como "forte indicador" a presença excessiva de algas, situação que o Governo Regional desmente.

 

Segundo um requerimento enviado à mesa da Assembleia Legislativa Regional parlamentar, citado por uma nota de imprensa do PSD/Açores, a situação "atesta, claramente, a falta de resultado da ação do governo regional e dos seus departamentos".

A parlamentar referiu que aquele monumento natural "merece um cuidado permanente que não se compadece com nenhum tipo de inação, no que concerne à luta contra os fenómenos de eutrofização [processo de poluição da água]".

"Presentemente, e por observação direta, não só a partir das margens da lagoa, mas também de vários pontos mais altos, ao nível das cumeeiras, é possível verificar que o problema das microalgas é real e preocupante. E a situação atual tenderá a agravar-se com a subida da temperatura ambiente que marcará os meses de verão", disse.

Catarina Furtado declarou que os chamados "blooms algais' cada vez mais têm surgido na lagoa das Sete Cidades, sendo um "forte indicador da degradação da qualidade daquela massa de água".

A parlamentar apontou que se "acentuou o crescimento das macroalgas invasoras", as quais, para além de também contribuírem para o processo de eutrofização, fornecem proteção às carpas, espécie piscícola invasora, cujo controlo populacional "tem sido completamente descurado".

Em declarações à Lusa, o diretor regional do Ambiente afirmou que existe um "profundo desconhecimento" da deputada social-democrata sobre a qualidade da água na lagoa das Sete Cidades, afirmando que tem havido uma "evolução do estado trófico" das mesmas ao longo dos últimos anos.

"Nesta altura do ano é natural que surjam pelas condições climatéricas resultantes da conjugação da temperatura com a humidade, e também pela ausência de vento, a concentração de alguns volumes de algas que provocam uma aparência amarelada das águas, mas isso, de forma alguma, se pode atribuir a uma degradação da qualidade da água", disse Ernâno Jorge.

O responsável adiantou que "ambas as lagoas deixaram de estar classificadas como eutrofizadas", tendo anunciado que a ceifeira aquática das Sete Cidades vai estar, de novo, operacional, estando a ser recuperada até finais de agosto, visando retirar algas de maior dimensão.

Ernâni Jorge explicou que este é um "processo lento e demorado", não existindo "soluções milagrosas", implicando uma "ação permanente e persistente" dos serviços da direção regional do Ambiente.

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