Assembleia Legislativa Regional

PSD acusa governo que não controlar dívidas da Saúde

PSD acusa governo que não controlar dívidas da Saúde

 

Lusa / AO online   Regional   16 de Jun de 2010, 16:25

O PSD acusou esta quarta-feira o Governo Regional dos Açores, de maioria socialista, de não conseguir controlar as dívidas do Serviço Regional de Saúde, que já ultrapassam os 500 milhões de euros.
Numa intervenção perante o plenário da Assembleia Legislativa Regional, que está reunido na Horta, Faial, o deputado Pedro Gomes recordou que, desde 1996, ano em que o PS assumiu o executivo regional, as dívidas no sector da Saúde subiram de 21,4 para 500 milhões de euros.

“Artificialmente, o governo regional transfere para os hospitais (EPE) a resolução do problema da má gestão do Serviço Regional de Saúde, pela qual é o único responsável”, afirmou o deputado social-democrata, para quem o executivo açoriano se comporta como um “mágico decadente”, cujo “truque perdeu magia”.

Para o PSD, a saúde “está doente” nos Açores, alegando que existem 80 mil açorianos sem médico de família, taxas elevadas de doenças cardiovasculares e 1400 açorianos em listas de espera cirúrgicas, algumas das quais com mais de anos anos.

Na resposta, o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, contestou o “cenário dantesco” apresentado pela bancada social democrata e negou que o executivo esteja a transferir as dívidas do Serviço Regional de Saúde para os hospitais da região.

Miguel Correia garantiu que, “sempre que os hospitais necessitarem”, o governo açoriano “estará cá” para colaborar no seu funcionamento.

O secretário regional da Saúde, salientou ainda o recente anúncio de cortes nas despesas dos hospitais, sobretudo ao nível da redução de horas extraordinárias, imposição de uso de genéricos e racionalização de compras e serviços.

Este esforço de poupança foi elogiado pelo deputado Ricardo Cabral, do PS, salientando que há médicos que têm uma “postura diferente” quando trabalham no sector público ou no privado.

As medidas anunciadas pelo governo regional foram também elogiadas por Artur Lima, do CDS/PP, frisando, no entanto, que é preciso “mais coragem” para diminuir os gastos nos hospitais da região.

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