PSD/Açores defende monitorização dos preços do leite

PSD/Açores defende monitorização dos preços do leite

 

Lusa/AO online   Regional   5 de Mar de 2015, 10:57

O presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, considerou "fundamental" avançar com a monitorização da formação dos preços do leite e dos lacticínios na região, quando faltam poucas semanas para o fim das quotas leiteiras.

 

"Entendemos que é fundamental neste momento pensar-se seriamente na análise, na monitorização da formação dos preços do leite e dos lacticínios, de maneira a estarmos bem compenetrados do que se passa no mercado, das suas variações, e assim poder atuar melhor", disse Duarte Freitas, à margem de uma visita a uma exploração agrícola na freguesia dos Arrifes, Ponta Delgada, no coração da maior bacia leiteira dos Açores.

Duarte Freitas chamou a atenção para a queda do preço do leite pago pela indústria aos produtores nos últimos meses, dando como exemplo o caso da exploração que visitou, que está a registar quebras superiores a mil euros mensais na receita da venda do leite.

O PSD, sublinhou, já apresentou por três vezes propostas legislativas no parlamento açoriano com vista à criação de um observatório ou centro de monitorização do leite e dos preços agrícolas na região, mas, "infelizmente", a maioria socialista rejeitou as iniciativas.

Duarte Freitas referiu que, por outro lado, também o Governo Regional socialista tem o compromisso de criar uma estrutura de controlo do mercado dessa natureza, mas até hoje não o fez, considerando que "já se faz tarde para criar esse organismo".

As quotas leiteiras na União Europeia terminam a 01 de abril. Os Açores produzem 30% do leite nacional e este é o setor com maior peso na economia regional.

Duarte Freitas disse, ainda, que os produtores estão também preocupados com os assaltos às explorações agrícolas, considerando que se trata de uma "consequência da situação de crise socioeconómica" que atinge os Açores.

Dizendo que "é importante refletir" sobre este problema, acrescentou que o PSD vai falar com as associações agrícolas e outras entidades para tentar encontrar respostas para, por exemplo, o roubo de vacas, que pode passar, neste caso, pela identificação dos animais com chips (em vez de chapas facilmente removíveis).


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