PSD/Açores critica falhas na deslocação de médicos especialistas a São Jorge


 

Lusa/AO online   Regional   20 de Jul de 2017, 15:30

O PSD/Açores alertou para a necessidade de melhoria de serviços de saúde em São Jorge, alegando que a deslocação de médicos à ilha ainda não ocorre em todas as especialidades.

"Temos falta de enfermeiros e auxiliares. As vindas de especialistas ainda não estão totalmente resolvidas. Ainda há especialidades em que estamos totalmente a zero, como é o caso de ortopedia e neurologia", afirmou o deputado social-democrata António Pedroso.

O parlamentar, eleito pelo círculo eleitoral de São Jorge, falava nas Velas, na apresentação das conclusões das jornadas parlamentares do PSD, que decorreram na quarta-feira e hoje.

Segundo António Pedroso, as falhas na deslocação de médicos especialistas a São Jorge, que é uma das seis ilhas dos Açores que não tem hospital, provocam constrangimentos à população, sobretudo nas faixas etárias mais envelhecidas.

"Os jorgenses ainda não têm esses serviços e quando têm de se deslocar são confrontados, especialmente neste período de época alta, com as dificuldades de lugares nos serviços da [transportadora aérea] SATA e, por vezes, têm de ir de barco de São Jorge para a Terceira para terem uma consulta de especialidade aguardada há meses", salientou.

O deputado social-democrata considerou, por isso, que o serviço de saúde tem de ser "revisto e melhorado" para dar segurança e conforto a uma população que está envelhecida.

Por outro lado, defendeu a necessidade de intervenção nos cuidados continuados na ilha de São Jorge.

"Temos muitas pessoas acamadas e idosos que necessitam, não de estar no hospital, mas sim de ter cuidados continuados de qualidade", frisou o parlamentar.

Segundo António Pedroso, as obras nos dois centros de saúde de São Jorge estão "previstas há bastante tempo", mas só recentemente se iniciaram na unidade da Calheta e ainda não avançaram na unidade das Velas.

"Houve uma redução temporária do número de camas disponíveis. Creio que depois das obras concluídas irão ficar com um número aceitável, mas neste momento é uma lacuna, é uma deficiência e os jorgenses estão preocupados", acrescentou.


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