PSD/Açores considera "opção errada" remodelar urgência do hospital de Ponta Delgada

PSD/Açores considera "opção errada" remodelar urgência do hospital de Ponta Delgada

 

Lusa/AO online   Regional   22 de Jul de 2016, 16:56

O PSD/Açores considerou que a remodelação da urgência do hospital de Ponta Delgada, no valor de 3,8 milhões de euros, anunciada esta semana pelo Governo Regional, do PS, é uma "opção errada" e revela "preocupações eleitoralistas".

“A afetação de cerca de quatro milhões de euros para a remodelação do Serviço de Urgência que agora foi anunciada (cuja atividade se prevê vir a diminuir porquanto muita da procura resulta apenas da falta de médicos de família) é, claramente, uma opção errada e insuficientemente fundamentada”, refere um comunicado da Comissão Política Regional do PSD/Açores.

Segundo o comunicado, é “necessário remodelar e melhorar” aquele serviço, “mas não com a dimensão agora proposta, a qual revela, sobretudo, preocupações eleitoralistas no momento em que é anunciada”.

“Trata-se, da parte do secretário regional da Saúde em fim de mandato e abandono da vida pública, apenas da mera preocupação em deixar marca pessoal numa área a que no passado esteve ligado como diretor do serviço”, adianta o maior partido da oposição nos Açores.

No documento, o PSD/Açores elenca exemplos “mais urgentes e, sobretudo, mais importantes” onde aquela verba poderia ser utilizada, apontando a melhoria de “todas unidades de internamento (enfermarias) cujo estado de conservação está longe de ser o melhor, transformando quartos de seis camas em quartos de duas ou três camas”.

A melhoria e ampliação das áreas de ambulatório, “cuja atividade tem crescido”, e o aumento do bloco operatório são os outros casos apontados pelo partido, notando que “não faltam exemplos de como é possível melhorar a qualidade” dos serviços do hospital do Divino Espírito Santo.

Na quarta-feira, o Governo Regional anunciou obras de remodelação e ampliação no Serviço de Urgência do hospital de Ponta Delgada.

Na ocasião, o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, sublinhou que a obra era necessária desde 2009 para dar cumprimento à lei nacional que salvaguarda o direito a um acompanhante em todos os serviços de urgência.

“Esta remodelação permite duplicar o espaço disponível no Serviço de Urgência e garantir o cumprimento da lei de uma forma plena, assegurando as condições de higiene e segurança, e de controlo de infeção que são exigidas hoje em dia”, afirmou Luís Cabral.

O governante disse ainda que o atendimento no Serviço de Urgência "tem vindo a diminuir em todos os hospitais da região", por via do "reforço da capacidade de resposta nos cuidados primários", e revelou que durante esta legislatura "reduziu-se em cerca de 40 mil os utentes sem médico de família".

"Vai ser sempre necessário ter um Serviço de Urgência de dimensão considerável, não só por aquilo que são as nossas necessidades de atendimento, mas também por via daquilo que são as nossas expectativas de crescimento do ponto de vista turístico, com maior afluência ao hospital nas épocas de verão, e também para salvaguardar questões de exceção, nomeadamente situações de catástrofes”, sustentou o governante.

 


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