PS diz que escola do Corvo persuadiu pais e alunos a apoiarem greve de Paulo Estêvão

PS diz que escola do Corvo persuadiu pais e alunos a apoiarem greve de Paulo Estêvão

 

Miguel Bettencourt Mota   Regional   28 de Fev de 2018, 15:44

O Partido Socialista da Ilha do Corvo denuncia que, esta terça-feira, os pais e alguns alunos da Escola Mouzinho da Silveira foram instigados pela presidente do respetivo Conselho Executivo a apoiarem a greve de fome do deputado do PPM, Paulo Estêvão, que, por essa via, reivindica o fornecimento de refeições escolares naquele estabelecimento de ensino.


 



 

O PS, em nota de imprensa, refere que Deolinda Estêvão - esposa do deputado do partido monárquico - chamou "os encarregados de educação e alguns alunos desta escola" ao conselho executivo, persuadindo-os "a manifestar-se e apoiar o deputado Paulo Estêvão na greve de fome que o mesmo tem feito".

Mais acrescenta a nota que "parte dos pais assinaram um documento, produzido na escola, a recusar a compensação monetária aos encarregados de educação, para que confecionem em casa as refeições dos seus educandos, visto não existir cantina escolar". Ora, os socialistas denunciam que o "documento em causa, elaborado pela Senhora Presidente do Conselho Executivo, avança argumentos que não correspondem à verdade".  

A nota informativa do partido socialista pretende esclarecer que "os valores a receber pelos encarregados de educação, por cada aluno que tenham a estudar na EBS Mouzinho da Silveira, correspondem à compensação a que têm direito, de acordo com o escalão de ação social escolar definido, em função dos rendimentos familiares" e, a esse respeito, acrescenta "que apenas três alunos estão enquadrados no primeiro escalão, ou seja, naquele que beneficia de maiores apoios".

Para além da proximidade das moradias com a escola, os socialistas dão conta que "a Câmara Municipal do Corvo apoia a Escola, anualmente, oferecendo o pão e o leite para o lanche a todos os alunos, mesmo aqueles que não têm escalão social", algo que contrasta com o facto de a escola cobrar "30 cêntimos aos alunos, por uma sandes de manteiga".

O PS vem, por essa razão, lamentar "aquilo que considera ser um comportamento político desadequado e desproporcionado do deputado Paulo Estêvão e da Presidente do Conselho Executivo da Escola Mouzinho da Silveira, Deolinda Estêvão".







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