PS/Açores diz que Cristas fez "um dos maiores ataques" às competências da região no mar


 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Jun de 2016, 18:17

O PS/Açores acusou hoje a líder do CDS-PP e antiga ministra do Mar, Assunção Cristas, de ser responsável por "um dos maiores ataques" às competências da região sobre o mar.

 

“Eu recordo que foi a senhora deputada Assunção Cristas enquanto ministra do Mar que fez um dos maiores ataques às nossas competências quando propôs a Lei da Gestão e Ordenamento do Espaço Marítimo", disse o líder parlamentar do PS na Assembleia Legislativa dos Açores, Berto Messias.

Berto Messias classificou ainda como “infelizes” as declarações da presidente do CDS-PP que considerou o Governo Regional como um “empecilho nesta questão”, dado que teve “responsabilidades muito relevantes na gestão do mar e nunca respeitou devidamente” as competências dos Açores.

Na segunda-feira, Assunção Cristas afirmou, no encerramento das jornadas parlamentares do partido, na ilha de São Jorge, que vê muitas oportunidades nos Açores, mas também “um grande empecilho, que é um Governo Regional que se reclama sempre de mais autonomia, mas que não usa convenientemente a autonomia quando está ao seu dispor”.

Assunção Cristas acusou ainda executivo regional, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, de ter “tantas vezes atacado” o anterior Governo (PSD/CDS-PP) quando “aquilo que deve e pode fazer, seja do ponto de vista das acessibilidades, do ordenamento do espaço marítimo para que as várias atividades se possam potenciar e conjugar entre si de forma a criar emprego e desenvolvimento económico, não o faz”.

Berto Messias adiantou já se ter percebido que este ano, de eleições regionais, será “muito propício” a visitas ao arquipélago de dirigentes nacionais de vários partidos, desafiando Assunção Cristas a deslocar-se mais vezes aos Açores “para conhecer cada vez melhor” a realidade dos Açores.

Nas mesmas jornadas, o presidente do CDS-PP, Artur Lima, afirmou que houve um “grande falhanço” na rede de transportes no arquipélago, destacando que a empresa pública Atlânticoline atirou 60 milhões de euros ao mar para fretar navios durante nove anos.

O líder parlamentar do PS na Assembleia Legislativa Regional diz não perceber a posição de Artur Lima que diz, “ao mesmo tempo, que é um erro” a região comprar “novos barcos para prestar esse serviço”, barcos que “serão financiados por fundos comunitários e permitirão evitar o tal fretamento”.

"Parece-nos que é contra o transporte marítimo de passageiros", acusou Berto Messias.


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