PS/Açores chumba proposta do PSD para construção de nova escola na Povoação

PS/Açores chumba proposta do PSD para construção de nova escola na Povoação

 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Jan de 2016, 18:54

O secretário regional da Educação e Cultura dos Açores, Avelino Meneses, reiterou hoje que antes de 2020 "não será possível" construir uma nova escola secundária na vila da Povoação, ilha de São Miguel.

"Com os recursos disponíveis, não será fácil até 2020 albergar um semelhante projeto no âmbito das construções escolares, a cargo da Secretaria Regional da Educação e Cultura", insistiu o governante, na Assembleia Legislativa, na Horta, Faial, lembrando que os planos do Governo Regional "não contemplam", para já, este investimento.

O governante respondia, assim, à bancada do PSD, que apresentou uma proposta de resolução no parlamento a recomendar ao executivo regional que avance com a obra, por considerá-la "prioritária".

"Na atual escola, a falta de condições não encontra paralelo em qualquer outro estabelecimento de ensino dos Açores e o PS não quer que se avance com uma nova escola até 2020", lamentou o deputado social-democrata Joaquim Machado.

O parlamentar referiu que a construção de uma nova escola básica e secundária na Povoação corresponde a um "desejo antigo" da população, uma vez que as atuais instalações não garantem nem a segurança nem a qualidade que se exige atualmente.

O secretário da Educação salientou, porém, que não há dinheiro para tudo e que é preciso acudir a situações urgentes no setor, como a do bloco D da escola das Capelas, que vai ser encerrado, por "questões de segurança" e que vai obrigar o executivo a antecipar a obra prevista para aquele estabelecimento de ensino.

A intervenção de Avelino Meneses não se resumiu, no entanto, a justificar as razões para a não construção da nova Escola da Povoação, acusando o PSD de ser um partido de "biscates" que, no seu entender, rege a sua atividade pelo calendário eleitoral e, como tal, "é um descrédito" para a democracia.

"Esta falta de critério, mesmo de rumo, é um descrédito para a política, para toda ela, é um descrédito para os políticos, para todos eles. É por estas e por outras que entre o povo reina a desconfiança da política e o alheamento da política", apontou Avelino Meneses.

O deputado do PSD lamentou que o governante tenha reincidido nas "críticas avulsas, impróprias, injustas e intempestivas ao parlamento", declarando que já no passado o secretário utilizou referências menos próprias ao funcionamento do órgão máximo da autonomia regional.

"Esse seu tom doutoral e essa superioridade moral não o tornam mais sério, nem mais credível do que ninguém", retorquiu Joaquim Machado.

Críticas repetidas também por Paulo Estêvão, do PPM, que considera mesmo que Avelino Meneses revela uma postura semelhante à dos tempos do "Estado Novo" e, nessa medida, "não tem lugar neste parlamento".

A proposta do PSD acabou chumbada apenas pelos deputados da maioria socialista, apesar de ter o apoio dos restantes partidos com assento parlamentar (CDS, BE, PCP e PPM).

 


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