Proposta sobre taxas bancárias divide ministros das Finanças dos G20


 

Lusa/AO Online   Economia   4 de Jun de 2010, 11:51

Os ministros das Finanças do G20 iniciam hoje uma reunião, na Coreia do Sul, em busca de medidas para reforçar o sistema financeiro mas a introdução de taxas sobre a atividade bancária está a dividir os membros do grupo.

O encontro, dominado pelo problema das finanças públicas na Europa, conta com a presença dos governadores dos bancos centrais e serve para preparar a reunião de chefes de Estado do G20, que vai decorrer nos dias 26 e 27 de junho em Toronto, Canadá.

De acordo com a agenda, está prevista a discussão em torno da possibilidade de introdução de taxas para grandes instituições financeiras globais, um assunto polémico, que divide os membros do fórum.

A medida é defendida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e por países como o Reino Unido, França e Alemanha, que querem que as entidades assumam as suas responsabilidades sobre os custos das crises financeiras.

Contra a proposta estão o Canadá, o Brasil e a Índia, que defendem que as taxas não devem ter aplicação global, devendo apenas ser dirigidas para países que tenham sofrido perdas financeiras com a atuação dos bancos, isto é, para os países ricos.

Na reunião de abril, em Washington, os ministros do G20 abordaram, sem conseguirem acordo, a possibilidade de ser criado um imposto que inicialmente seria pago por todas as entidades financeiras e, numa segunda fase, dependeria do risco assumido por cada uma.

O objetivo seria criar uma fonte de receita que se pudesse utilizar para cobrir, por exemplo, planos de recuperação de bancos.

A reunião começa hoje pelas 19:00 locais (11:00 em Lisboa) com um jantar de trabalho, onde os responsáveis dos diferentes países vão debater estratégias para superar a crise global e coordenar as políticas macroeconómicas.

Na mesma sessão, serão ainda discutidas as medidas de contenção orçamental que têm vindo a ser adotadas pelos países com o objetivo de contribuir para a estabilização da Zona Euro, com especial enfoque para os planos espanhol e português.

No sábado, prosseguem os encontros de trabalho do grupo dos 20 países mais ricos e emergentes, sendo possível que os responsáveis examinem, entre outras coisas, os progressos da reforma financeira e de algumas questões sobre a regulação que a crise da dívida na Europa voltou a pôr em cima da mesa.

O G20 integra os países do G7 – Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e EUA – e também a Argentina, a Austrália, o Brasil, a China, a Índia, Indonésia, Coreia do Sul, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia e União Europeia.


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