Proposta de Orçamento regional é receita que não tira Açores da cauda do país

Proposta de Orçamento regional é receita que não tira Açores da cauda do país

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   14 de Mar de 2017, 11:30

O PSD considerou que as propostas de Plano e Orçamento regionais para 2017, do Governo dos Açores, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, são a receita que "não tem sido capaz de tirar" a região da cauda do país.

"É a mesma receita que não tem sido capaz de levar os Açores a mais altos patamares de desenvolvimento, de igualdade de oportunidades", começou por dizer a deputada social-democrata Mónica Seidi, no debate sobre os documentos orçamentais que hoje começou na Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha do Faial.

Para Mónica Seidi, "é a mesma receita que o tempo tem demonstrado não ser a necessária para corrigir o agravar dos problemas sociais e económicos que os açorianos enfrentam e mais do mesmo que tem conduzido a região à falta de oportunidades de emprego".

"A receita socialista não tem sido capaz de tirar os Açores da cauda do país no que concerne a diversos índices", como na Educação ou na Saúde, acrescentou a parlamentar.

Exemplificando com "a mais alta taxa de abandono escolar precoce do país" ou a existência de 59 mil açorianos sem médico de família, e outros dez mil à espera para consultas e intervenções cirúrgicas, Mónica Seidi insistiu que as propostas são "mais do mesmo" e têm "levado ao aumento da pobreza nas nossas ilhas".

"O número de açorianos que têm que se socorrer do Rendimento Social de Inserção, passados 40 anos de autonomia, é uma afronta para todos", considerou, apontando, ainda, o "crescimento constante da dívida da região."

Segundo a deputada do PSD, maior partido na oposição no parlamento açoriano, "em 2017, o Governo regional do Partido Socialista vai continuar a alimentar as 52 entidades do setor público empresarial regional, incluindo todas aquelas que só têm contribuído para o endividamento da região".

"Temos estradas de encher o olho, não temos é riqueza para circular nelas; temos escolas novas, não temos é bons resultados escolares; temos os melhores hospitais, não temos é os cuidados de saúde de que os açorianos necessitam", declarou Mónica Seidi.

Reiterando que o PSD, que já anunciou o voto contra aos documentos, "não se revê nestas propostas de Plano e Orçamento para 2017 nem na proposta de Orientações de Médio Prazo apresentadas pelo governo regional socialista", a deputada salientou que "a democracia nunca foi nem nunca poderá ser a ditadura da maioria".

"A democracia exige transparência, como exige oposições, exige uma prestação de contas constante, como exige fiscalização, exige debate e confronto de ideias e de projetos, como exige alternativa", declarou, reconhecendo que o PSD não vai "mudar a governação", mas está convicto de que a oposição "ativa" do partido e as propostas "podem dar força à democracia e melhorar a vida de muitos açorianos".

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