Primeiro-ministro chinês adverte poluidores que poderão pagar "um preço incomportável"

Primeiro-ministro chinês adverte poluidores que poderão pagar "um preço incomportável"

 

LUSA/AO Online   Internacional   15 de Mar de 2015, 12:58

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, advertiu hoje as empresas responsáveis pela elevada poluição no país que pagarão "um preço incomportável" se não cumprirem as leis acerca da proteção ambiental.

"Temos de fazer com que o preço (por poluir) seja incomportável. Ninguém deve usar o seu poder para interferir no cumprimento da lei", disse Li Keqiang numa conferência de imprensa em Pequim, após o encerramento da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP). O primeiro-ministro chinês respondia a uma pergunta acerca da alegada resistência das duas maiores petrolíferas estatais do país (Sinopech e Petrochina) às novas leis sobre proteção ambiental. "O governo está determinado a combater a poluição. Já fizemos muito, mas o progresso alcançado ainda está muito aquém das expetativas das pessoas", afirmou Li Keqiang, sem mencionar nomes. A poluição, que tinge frequentemente de cinzento o céu de Pequim e de outras grandes cidades chinesas, é uma das maiores fontes de insatisfação popular na China, a par da corrupção e das crescentes desigualdades sociais. "No ano passado, eu disse que o governo ia declarar guerra à poluição. Estamos empenhados em cumprir a promessa", afirmou Li Keqiang. O primeiro-ministro chinês salientou que no relatório do governo apresentado este ano à ANP, a redução de emissões figura entre as grandes metas da política económica, ao lado dos índices de crescimento, desemprego e inflação. "O combate à poluição é obra de toda a sociedade. Pode ser difícil uma pessoa mudar rapidamente o ambiente onde vive, mas pode sempre mudar o seu comportamento", disse. O referido relatório, aprovado hoje por 99% dos cerca de 3.000 deputados da Assembleia Nacional Popular, preconiza uma redução de 3,1% nas emissões de dióxido de carbono. De acordo com o documento, o crescimento económico da China em 2015 deverá abrandar para "cerca de 7%", o valor mais baixo num quarto de século. Li Keqiang, 60 anos, é o "número dois" da hierarquia chinesa, a seguir ao secretário-geral do Partido Comunista e Presidente da Republica, Xi Jinping.

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