Presidente israelita rejeita convite para reunir-se com Obama em Washington


 

Lusa/AO online   Internacional   26 de Jan de 2015, 10:34

O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, recusou um convite para reunir-se com o seu homólogo norte-americano, Barack Obama, durante a visita que realiza a Nova Iorque, informam os media israelitas.

 

Segundo os meios de comunicação social israelitas, a Casa Branca abordou altos funcionários e assessores de Rivlin no passado sábado para estudar a possibilidade de se realizar um encontro entre os dois chefes de Estado, oferta que o líder israelita recusou.

A presidência israelita, contudo, não facultou detalhes sobre a decisão e, num breve comunicado oficial, divulgado esta noite, refere que os dois líderes tinham dificuldades em concertar agendas.

“Nos últimos dias tem havido contactos entre as partes relevantes de Israel e dos Estados Unidos, as quais analisaram a possibilidade de uma reunião entre os Presidentes Obama e Rivlin durante a visita deste a Nova Iorque para participar nas celebrações do [Dia Internacional do] Holocausto nas Nações Unidas”, refere a nota citada pela agência Efe.

“Neste ponto, acordou-se não celebrar a referida reunião durante a sua visita devido à dificuldade [em coordenar] as agendas de ambos os líderes e que o encontro seja realizado numa outra data”, acrescenta a presidência israelita.

Segundo os media israelitas, a presidência informou, no início de dezembro, o embaixador dos Estados Unidos da visita de Rivlin, informação que foi transmitida à Casa Branca.

Fonte oficial israelita, citada hoje pelo diário Haaretz, precisa que, inicialmente, Rivlin não pretendia forçar o encontro com Obama, mas que aceitaria, de bom grado, viajar para Washington caso fosse convidado pela Casa Branca.

O vice-porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Alistair Baskey, confirmou que Rivlin tinha sondado, em dezembro, a possibilidade de um encontro no âmbito da sua visita a Nova Iorque e que foram realizados contactos sobre essa matéria nas últimas semanas.

Washington não propôs uma data concreta para o encontro, mas no passado sábado os contactos foram retomados e a Casa Branca sugeriu ao Presidente israelita que viajasse para a capital norte-americana até ao final da semana, depois de Obama regressar da sua visita à Índia e à Arábia Saudita.

Rivlin recusou a oferta e os seus assessores explicaram aos homólogos norte-americanos que o Presidente israelita tinha previsto regressar ao país antes da chegada de Obama a Washington.

Os media locais dizem que além do desajuste das agendas, a decisão do chefe de Estado israelita poderá ter sido afetada pela tensão originada pelo recente convite republicano endereçado ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para que profira um discurso sobre o Irão diante do Congresso dos Estados Unidos.

O convite e o “sim” por parte do chefe do Governo israelita, sem coordenação, como determina o protocolo, com a Casa Branca, causaram mal-estar no seio da Administração de Obama.

Analistas locais apontam que, apesar dos altos e baixos nas relações entre Netanyahu e Obama, os Estados Unidos consideraram o convite a Rivlin como uma forma de expressar a aliança estratégica que os dois países partilham e um gesto para com o povo israelita.

Por seu lado, Rivlin, segundo os media, não desejava que o seu eventual encontro com Obama fosse interpretado como uma afronta política por nenhuma das duas partes.

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