Administração norte-americana pede ao Congresso 6.617 ME para afetados pela tempestade Harvey

Administração norte-americana pede ao Congresso 6.617 ME para afetados pela tempestade Harvey

 

LUSA/AO Online   Internacional   2 de Set de 2017, 14:49

A administração norte-americana pediu na sexta-feira ao Congresso a aprovação de um pacote de 7.850 milhões de dólares (6.617 milhões de euros) para os afetados pela tempestade Harvey, que provocou inundações sem precedentes na história dos EUA.

O pedido, endereçado por carta ao presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, foi feito pelo diretor do Orçamento da Casa Branca, Mick Mulvaney. Mick Mulvaney pediu 7.400 milhões de dólares (6.238 milhões de euros) para um fundo da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) e outros 450 milhões de dólares (379,3 milhões de euros) para financiar empréstimos para a Administração de Pequenas Empresas (SBA, na sigla em inglês). Em comunicado, Mulvaney afirmou que o pedido submetido ao Congresso constitui “um pagamento inicial do compromisso do Presidente de ajudar os estados afetados a recuperarem dos efeitos da tempestade”, antecipando a apresentação de novos pedidos no futuro. O governador do Texas, Greg Abbott, indicou que só aquele estado do sul dos Estados Unidos vai precisar de cerca de 125.000 milhões de dólares (105.379 milhões de euros) para se recompor após a passagem do Harvey. O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, informou na quinta-feira que aproximadamente 311 mil afetados tinham solicitado ajuda financeira ao Governo. O Harvey – que chegou como furacão de categoria 4 numa escala de 5 no passado fim de semana, convertendo-se dias depois numa tempestade tropical, e finalmente, esta quarta-feira, numa depressão – provocou direta ou indiretamente 46 mortos, de acordo com o mais recente balanço oficial. O Harvey foi o furação mais forte a chegar os Estados Unidos desde 2005, ano em que o Katrina atingiu Nova Orleães, fazendo 1.800 mortos. As inundações provocadas pelo Harvey no Texas, as maiores na história dos Estados Unidos, que causaram milhares de desalojados, deixaram um enorme rasto de destruição na costa daquele estado. Este é o primeiro desastre natural de Donald Trump – que regressa hoje ao Texas para visitar as zonas mais afetadas – enquanto Presidente dos Estados Unidos.


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