PPM acusa Governo Regional de maquilhar desemprego

PPM acusa Governo Regional de maquilhar desemprego

 

LUSA/AO Online   Regional   25 de Set de 2016, 15:10

O líder do Partido Popular Monárquico (PPM) afirmou hoje que o desemprego é o "grande flagelo" dos Açores, acusando o Governo Regional, do PS, de "maquilhar a situação" e nada fazer para contrariar o despovoamento das ilhas.

“As políticas de emprego apenas estão a maquilhar a situação. Temos quase dez mil pessoas no âmbito dos programas ocupacionais que, como se sabe, proporcionam emprego muitíssimo precário”, disse em entrevista à agência Lusa Paulo Estêvão, que é de novo cabeça de lista pelo círculo do Corvo às eleições regionais de 16 de outubro. Criticando o executivo regional por “adiar a resolução dos problemas”, Paulo Estêvão, deputado único do PPM no parlamento açoriano, considerou, por isso, que a presente legislatura “não foi positiva”. Na Educação, o candidato do PPM, residente no Corvo, a mais pequena ilha dos Açores, destacou que a região “continua a ter os piores resultados do país ao nível dos exames nacionais”, na Saúde “houve perdas de qualidade significativas” nas ilhas sem hospital e na agricultura e pescas “há problemas gravíssimos que não foram resolvidos” e que estão “a afetar muito o rendimento” dos profissionais destes setores. Para Paulo Estêvão, o arquipélago dos Açores debate-se, também, com um “despovoamento profundo”, exemplificando com as ilhas de São Jorge, Flores e Graciosa. “São ilhas que estão a ter um despovoamento progressivo muito acentuado e onde há muita dificuldade em recuperar ou criar emprego”, destacou o candidato, alertando que mesmo nas ilhas maiores o problema também se coloca. Segundo o cabeça de lista, que foi incapaz de identificar uma área em que os Açores tivessem progredido de forma acentuada nos últimos quatro anos, o desenvolvimento nos Açores “não é harmonioso”, sendo este “um problema sério que importa combater”. Neste âmbito, o candidato propõe a criação de uma secretaria regional que analise o potencial de cada ilha e desenvolva políticas específicas. “É preciso, de facto, olhar de forma individualizada e específica para o desenvolvimento de cada ilha. Penso que esta análise está longe de estar feita”, sustentou o líder do PPM. Assumindo que um bom resultado eleitoral é o PPM manter a eleição de um deputado, Paulo Estêvão reconheceu, contudo, que o partido ambiciona ter dois ou mais deputados na Assembleia Legislativa, de modo a formar um grupo parlamentar. “Um grupo parlamentar tem, no âmbito das suas funções no parlamento, um conjunto de competências muito mais alargado do que uma representação parlamentar”, referiu o candidato, alegando que na presente legislatura fez 850 intervenções no plenário e apresentou 145 requerimentos, mas estava impedido, por exemplo, de fazer uma moção de censura ao Governo Regional. Questionado se o PPM está disponível para acordos pós-eleitorais caso o PS não mantenha a maioria absoluta, Paulo Estêvão assegurou que o partido “está disponível para dialogar, mas o êxito desse diálogo depende da proposta governativa que o PS apresentar”.

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