Portugal vai ser o "centro da inovação da Altice"


 

Lusa/AO Online   Economia   9 de Nov de 2015, 12:38

"O centro da inovação para todo o grupo Altice vai ser em Portugal", disse hoje à Lusa Paulo Neves, Presidente Executivo da PT Portugal, no final de uma conferência de imprensa do grupo francês, na região de Paris.

"Portugal tem sido muito inovador e a PT tem sido reconhecida desde sempre como inovação. Na semana passada, apresentámos a tecnologia NGPON2 que é ultra inovadora a nível mundial. Fazendo uso desse DNA da PT, o centro da inovação para todo o grupo da Altice vai ser em Portugal. É muito prestigiante para nós conseguir que o centro da inovação seja em Portugal", declarou Paulo Neves.

Durante a conferência de imprensa da Altice, Michel Combes, diretor de operações do grupo francês, anunciou o lançamento do projeto "Altice Labs" que vai reunir mil engenheiros em Portugal, França, Israel, República Dominicana e, mais tarde, nos Estados Unidos, em "laboratórios", que classificou como "ecossistemas abertos de inovação e parcerias estratégicas".

Dexter Goei, Presidente Executivo da Altice, confirmou à Lusa, no final da conferência, que "o centro de guerra da Altice Labs será em Portugal", tendo como base a PT Inovação, com sede em Aveiro, acrescentando que se pretende utilizar "o capital humano e a tecnologia desenvolvida pelos engenheiros da PT em todo o mundo" para a Altice ser "líder da fibra, a longo prazo".

Além disso, disse que "a estratégia da Altice para Portugal é uma estratégia de investimento": "A Portugal Telecom é líder de mercado também no investimento em tecnologia. Dissemos sempre à imprensa, aos sindicatos e ao governo que não íamos partir a empresa nem vender partes dela. Estamos a recomeçar a partir do que tinha sido feito, mas com pilares mais sólidos."

Por outro lado, durante a conferência, Eric Denoyer, Presidente Executivo da francesa SFR, anunciou o lançamento, em França, do serviço Zive a 17 novembro, um serviço de Video on Demand (VOD), com 5 mil filmes ainda este ano e pretendendo chegar aos 15 mil em 2016, por 9,99 euros por mês, associado a uma nova Box.

O Presidente Executivo da PT confirmou à Lusa que a ZiveBox poderá chegar ao mercado português "no primeiro semestre do ano que vem", depois do diretor de operações da Altice ter anunciado que o serviço vai ser lançado "muito rapidamente em Portugal".

Ainda durante a conferência de imprensa, o diretor de operações da Altice também destacou o projeto, apresentado em Portugal na quinta-feira passada, do alargamento da cobertura de rede de fibra ótica a três milhões de casas até 2020.

Paulo Neves declarou que a entrada da PT na Altice representa uma "nova era", lembrando que graças ao grupo se vai fazer "um dos maiores investimentos de tecnologia em Portugal" com o alargamento da cobertura de rede de fibra ótica a três milhões de casas até 2020. "O investimento será o necessário que for fazer para cobrir o país com fibra", disse, depois, à Lusa, sem especificar montantes.

Por outro lado, Paulo Neves lembrou que foi apresentada na semana passada uma "tecnologia 100 por cento portuguesa", a NGPON2, que permite fazer evoluir a atual velocidade da fibra ótica de acesso de 2,5 Gbps/1,25 Gbps para velocidades de 40 Gbps/40 Gbps até 80 Gbps/80 Gbps, ou seja, "16 a 32 vezes mais rápidas" que as existentes hoje em dia.

"A PT está para ficar. A PT é líder e vai continuar a ser líder nos segmentos onde atua e tivemos o acordo do grupo Altice para investir em Portugal em tudo o que estamos a fazer: investir na fibra, investir no datacenter. É nosso objetivo continuar a ser líderes e conseguir oferecer aos clientes soluções ponta a ponta", afirmou, ainda, Paulo Neves à Lusa.

Quanto à situação dos trabalhadores da PT, o presidente executivo da empresa reafirmou que quer "manter a equipa" mas ressalvou: "Nós temos muitíssimos contratos em outsourcing, muitíssimos fornecedores. A PT é e vai continuar a ser uma das empresas grandes e socialmente importantes em Portugal. O que estamos a fazer, como qualquer ação de boas práticas de gestão quando chegámos, é reanalisar todo o tipo de contratos que temos para ver se temos o melhor."

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