Preparação Euro2012

Portugal brioso goleia em casa campeões do Mundo e da Europa

Portugal brioso goleia em casa campeões do Mundo e da Europa

 

Lusa/AOnline   Futebol   17 de Nov de 2010, 21:44

A selecção portuguesa venceu a Espanha, campeão europeia e mundial, por 4-0, graças a uma noite de grande inspiração individual e colectiva, obtendo a maior vitória de sempre sobre os rivais Ibéricos.

A equipa das quinas conseguiu a proeza de travar a “máquina” do meio campo do FC Barcelona e da selecção espanhola, graças a uma pressão alta exercida logo à entrada da metade do terreno do adversário, bloqueando-o, por um lado, e obrigando-o a cometer erros, por outro, permitindo inúmeras recuperações de bola e lances de contra-ataque.

A partir do momento em que Portugal “emperrou” a “máquina de jogar futebol” que é a selecção espanhola, criou condições para soltar a magia de jogadores com o talento de Ronaldo e de Nani, este que impediu, por estar em posição irregular, Ronaldo, aos 37 minutos, de fazer um golo fenomenal.

No entanto, Portugal chegaria ao golo, merecido, antes do intervalo, através de Carlos Martins, numa altura em que tinha o jogo controlado, com a Espanha incapaz de criar linhas de passe em zonas mais adiantadas e apoiar o desamparado David Villa.

Na segunda parte o jogo manteve o mesmo cariz, Portugal continuou a jogar de forma compacta, e foi a altura de Nani “abrir o livro” e “partir” literalmente a defesa espanhola, com os seus dribles e mudanças de velocidade, por vezes exagerando nos preciosismos, como aquele “chapéu” que quis fazer a Casillas, aos 52 minutos.

Os dois golos de Postiga, aos 49 e 68 minutos, cuja opção para titular foi muito bem vista, por ser tecnicamente superior a Hugo Almeida e saber jogar de costas para a baliza, foram o corolário da supremacia lusa.

O primeiro golo de Postiga teve a colaboração de Sérgio Ramos, com um intervenção infeliz, embora a bola tenha ganho claramente a direcção da baliza depois do avançado do Sporting ter feito o toque em habilidade com o calcanhar.

A cereja no topo do bolo seria posta por Hugo Almeida, quase na derradeira jogada do desafio, num lance de contra-ataque que fixou o resultado final, o melhor de sempre frente à Espanha, superando o 4-1 alcançado em 1947, no Estádio Nacional.

Um resultado inesperado, apenas quatro meses após a eliminação de Portugal nos oitavos-de-final do Mundial da África do Sul frente à selecção espanhol, por 1-0.


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