Polícia detém 30 mães ou familiares de mortos durante as manifestações pós-eleitorais


 

Lusa / AO online   Internacional   10 de Jan de 2010, 13:03

As forças de segurança iranianas detiveram 30 mulheres, todas elas mães ou familiares de pessoas mortas durante a repressão sangrenta dos protestos pós-eleitorais, acusou hoje a oposição através da Internet.

Segundo o site "Jaras", as detenções foram efectuadas sábado no parque Laleh e em ruas adjacentes da zona sul de Teerão, onde algumas pessoas se reuniram para evocar a memória das vítimas.

Mais de uma centena de agentes e milicianos islâmicos vestidos à paisana invadiram a zona ao final da manhã e obrigaram de forma violenta as mulheres a subirem para furgões, segundo relata a oposição iraniana.

"Uma mulher de 75 anos teve de ser transportada ao hospital", acrescentou a fonte.

As mães e familiares de vítimas da repressão concentram-se em silêncio todos os sábados no parque Laleh para exigir uma resposta oficial sobre o falecimento, desaparecimento ou detenção dos seus entes durante as manifestações que agitam o Irão desde há seis meses.

A crise política e social que divide o país eclodiu em 13 de Junho do ano passo, imediatamente após ser conhecida a contestada reeleição do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que a oposição considera ter sido fruto de uma grande fraude.

Na repressão violenta que se seguiu morreram pelo menos três dezenas de pessoas, segundo os números oficiais, e 72 de acordo com um balanço feito pela oposição.

Além disso, mais de mil pessoas foram detidas, entre as quais uma centena responsáveis e militantes da oposição reformista, liderada pelos candidatos eleitorais Hussein Mussavi e Mehdi Karrubi.

Os protestos, que se mantêm desde há seis meses, agravaram-se em 27 de Dezembro e foram violentamente reprimidos.


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