PM grego e presidente do Eurogrupo relançam negociações sobre pós-'troika'


 

Lusa/AO online   Economia   12 de Fev de 2015, 17:30

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, concordaram, em Bruxelas, em relançar o debate com vista a alcançar, na segunda-feira, um acordo sobre o pós-'troika' na Grécia.

 

Segundo a porta-voz de Dijsselbloem, Simone Boitelle, o chefe do Governo grego e o ministro das Finanças holandês reuniram-se à margem do Conselho Europeu e concordaram em pedir às instituições que integram a 'troika' - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - que iniciem conversações com as autoridades de Atenas a fim de preparar a reunião de segunda-feira dos ministros das Finanças da zona euro.

Boitelle adiantou ainda que o objetivo dos contactos é "facilitar as discussões no Eurogrupo" agendado para segunda-feira, no qual se espera que haja acordo sobre o futuro da ajuda financeira a Atenas, sendo que o atual programa de assistência financeira termina no fim do mês.

Segundo a mesma fonte, pretende-se encontrar uma "base comum" entre o atual programa de assistência e os planos propostos por Atenas para se financiar a curto prazo libertando-se das medidas de austeridade impostas pelos credores.

Relativamente às negociações em curso, fontes governamentais gregas deram hoje conta do seu "grande otimismo" sobre a possibilidade de um compromisso na próxima segunda-feira, data em que se realiza novo Eurogrupo, e explicaram que a dificuldade básica, para já, é "se a base da discussão é o programa anteriormente acordado (com o governo de Antonis Samaras) ou não".

Do ponto de vista do novo Governo grego, "não se pode pedir a um governo eleito, com um novo programa, que implemente o anterior, com as condicionalidades que foram rejeitadas pelo povo grego", razão pela qual Atenas quer um "acordo ponte", de transição entre o anterior programa e um novo, que também prevê equilíbrio orçamental e reformas, mas com outras prioridades.

Garantindo que o Governo grego está disposto a fazer concessões, "e fê-las", e a cumprir as regras da UE, "embora discorde de várias", as fontes indicaram que o objetivo é chegar a uma "solução viável para ultrapassar a crise humanitária criada pelo anterior programa" na Grécia, que agrade a todas as partes.

As fontes sublinharam que o importante é encontrar agora um compromisso político, e não técnico, não se tratando de mais dinheiro que Atenas pretende, até porque "as necessidades financeiras da Grécia são geríveis" no médio prazo.

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