PM britânico declara que comunidade internacional não irá abandonar o Afeganistão

PM britânico declara que comunidade internacional não irá abandonar o Afeganistão

 

Lusa/AO online   Internacional   3 de Out de 2014, 11:37

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou ao novo presidente afegão, Ashraf Ghani, que a comunidade internacional não abandonará o Afeganistão até que o país esteja estável e forte.

 

“Todos dividimos um objetivo comum, que é um Afeganistão mais seguro estável e próspero”, disse Cameron na capital afegã, Cabul, numa conferência de imprensa conjunta com Ghani, emitida em direto pela televisão local Tolo.

O Reino Unido, segundo o responsável britânico, "é um sócio forte e um bom amigo” do Afeganistão.

Cameron chegou na manhã de hoje a Cabul numa viagem surpresa, tornando-se o primeiro líder internacional a encontrar-se com Ghani, que tomou posse do cargo na segunda-feira.

“O povo do Afeganistão merece um governo efetivo e legítimo, que construa um futuro melhor para eles e as suas famílias”, referiu Cameron.

Por seu lado, Ghani afirmou que o mais importante para o seu país é a estabilidade e a segurança.

“Há soluções para trazer a paz e a estabilidade no Afeganistão”, indicou o novo presidente afegão, que trabalhou no Banco Mundial como especialista em países em desenvolvimento.

Ghani chegou ao poder depois de uma eleição presidencial controversa, que gerou acusações de fraude por parte do seu rival, Abdulah Abdulah.

Depois da intervenção dos Estados Unidos, os dois candidatos concordaram com uma auditoria aos votos e a criação de um governo de união nacional.

Assim, Abdulah ocupa o cargo de chefe do executivo do governo sob a autoridade de Ghani, vencedor da eleição presidencial.

O Afeganistão assinou na terça-feira acordos com os Estados Unidos e a NATO que permitem a presença de 9.800 soldados norte-americanos e 2.000 de outros países ocidentais em solo afegão, depois da anunciada retirada de tropas até finais de 2014.

O Reino Unido conta com 3.900 soldados na província de Helmand - uma das regiões com maior presença dos talibans – que se irão retirar antes do final de 2014, depois de 13 anos no país.

O Afeganistão atravessa uma das etapas mais sangrentas desde que, no ano passado, as forças locais começaram a assumir responsabilidade pela segurança, até agora a cargo das forças da NATO no país (ISAF), terminando o processo em finais de 2014.

Desde a tomada de posse do novo presidente afegão, os talibãs cometeram três atentados suicidas em Cabul, que resultaram em 10 mortes, na maioria de militares.


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