PIB tem de crescer mais de 0,6% no 4º trimestre para alcançar meta de 2015

PIB tem de crescer mais de 0,6% no 4º trimestre para alcançar meta de 2015

 

Lusa/AO Online   Economia   4 de Dez de 2015, 05:13

A economia portuguesa terá de crescer mais de 0,6% no último trimestre do ano para alcançar a meta de crescimento inscrita no Orçamento do Estado de 2015, de 1,6% no conjunto do ano, alertou quinta-feira a UTAO.

 

“Tendo em conta a divulgação da estimativa rápida das contas nacionais sobre o terceiro trimestre de 2015 pelo INE, verifica-se que, para obter um crescimento de 1,6% do PIB em 2015, será necessário que a variação em cadeia do último trimestre seja superior a 0,6%”, concluiu hoje a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), numa nota a que a agência Lusa teve acesso.

Na análise referente à execução orçamental até outubro, os técnicos de apoio ao parlamento dizem que, “caso o último trimestre do ano tenha um comportamento semelhante ao do terceiro trimestre, o PIB anual deverá situar-se em 1,4%”.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou na segunda-feira que a economia portuguesa estagnou no terceiro trimestre face ao trimestre anterior e cresceu 1,4% em termos homólogos.

Assim, a economia abrandou no terceiro trimestre, quer em termos homólogos, uma vez que o PIB tinha aumentado 1,6% no segundo trimestre face ao mesmo período de 2014, quer em cadeia, já que a economia tinha aumentado 0,5% no segundo trimestre relativamente ao trimestre anterior.

A UTAO admite que a previsão do anterior Governo PSD/CDS-PP para o crescimento económico do conjunto do ano, de 1,6%, prevista tanto no Orçamento do Estado como no Programa de Estabilidade 2015-2019, exigia um “crescimento trimestral do PIB de 0,4%”.

“Contudo, os dados já revelados ao longo de 2015 foram, em média, um pouco abaixo dessa previsão”, tendo mesmo ficado, no terceiro trimestre, “substancialmente abaixo do esperado”, afirmam.

Ainda assim, a UTAO considera que “será plausível estimar um crescimento anual do PIB para 2015 em 1,5%” ligeiramente mais baixo do que o apresentado pelo anterior Ministério das Finanças.

 


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