Pedidos de patentes de Portugal junto de instituto europeu diminuíram 5,7% em 2017

Pedidos de patentes de Portugal junto de instituto europeu diminuíram 5,7% em 2017

 

Lusa/AO online   Economia   7 de Mar de 2018, 09:06

Os pedidos de patentes de Portugal junto do Instituto Europeu de Patentes (IEP) diminuíram 5,7% em 2017, apesar de o número absoluto de pedidos ter sido o segundo mais alto dos últimos dez anos, indica o relatório publicado esta quarta-feira.

Os dados divulgados hoje indicam que, no último ano, as empresas, centros de investigação e universidades portuguesas preencheram 149 pedidos no IEP, menos nove do que em 2016, o que representa uma descida de 5,7%.

O abrandamento acontece após quatro anos consecutivos de crescimento com dois dígitos, mas ainda assim o número absoluto de pedidos foi o segundo mais alto dos últimos dez anos, depois do registado em 2016.

De acordo com o IEP, uma das razões que explica este decréscimo em 2017 é a ausência da empresa portuguesa mais ativa na candidatura a patentes, a Novadelta, na lista de cinco entidades portuguesas que mais pedidos de patentes solicitaram.

Dos 149 pedidos de Portugal que chegaram ao instituto, que recebeu um total de 166 mil oriundos de países da União Europeia - um novo recorde e um aumento de 3,9% em relação a 2016 -, 8% cento vieram da mediação, 8% da tecnologia médica, 7% de sistemas de processamento e 7% da engenharia civil.

O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia foi a entidade que apresentou mais pedidos, oito no total.

A maior parte dos pedidos com origem em Portugal veio das regiões do Minho e Douro Litoral (41,9% do total), seguido de Beira Litoral (18,2%) e Estremadura e o Ribatejo (16,2%), que também foram as regiões com maior crescimento (mais de 50%).

No ‘ranking’ por cidades, a área metropolitana do Porto lidera, com 25 pedidos, colocando Lisboa em segundo lugar, com 21.

O número de patentes europeias efetivamente concedidas pelo IEP a empresas e institutos de investigação portugueses subiu em 15,3% para 68, o número mais alto dos últimos dez anos.



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