PCP exige que Governo dos Açores assuma prejuízos no porto de Rabo de Peixe

PCP exige que Governo dos Açores assuma prejuízos no porto de Rabo de Peixe

 

LusaAO Online   Regional   30 de Out de 2015, 17:47

A Comissão Concelhia do PCP na Ribeira Grande exigiu hoje que o Governo dos Açores assuma os prejuízos causados, na terça-feira, em várias embarcações de pesca no porto de Rabo de Peixe pela agitação marítima.

 

“O PCP exige, desde logo, que o Governo Regional assuma a responsabilidade pela reparação dos prejuízos, uma vez que estes sucederam apenas porque os pescadores confiaram na palavra do Governo em relação à segurança do porto”, referem os comunistas num comunicado de imprensa, acrescentando que o sucedido demonstra “as graves insuficiências” do porto de Rabo de Peixe.

O secretário regional do Mar visitou na quarta-feira o porto, na costa norte da ilha de São Miguel, para avaliar os danos materiais registados na terça-feira, quando ondas de cinco metros, com períodos de 15 segundos e coincidentes com marés vivas, galgaram a infraestrutura e alagaram parte do terrapleno, danificando seis embarcações de pesca de pequeno porte e duas embarcações auxiliares que estavam estacionadas em seco.

Fausto Brito e Abreu assegurou, na ocasião, que o porto de Rabo de Peixe "oferece ótimas condições de operacionalidade e segurança", criticou a desvalorização do mau tempo que se registou no local e sublinhou que se tratou de “um fenómeno excecional, resultante de uma conjugação invulgar de fatores”, pelo que os armadores devem acionar os seus seguros.

O governante assegurou, ainda, que o Executivo Regional vai continuar a acompanhar a situação e admitiu que o regulamento do porto que estabelece as zonas de estacionamento das embarcações pode ser revisto, se necessário.

Para o PCP, as declarações do secretário regional demonstram “uma profunda falta de respeito pelos pescadores de Rabo de Peixe”, dado que os estragos provocados resultaram, “não das condições meteorológicas adversas, para as quais este equipamento devia estar preparado, mas sim da incapacidade do Governo Regional em escutar a opinião dos pescadores e dos utilizadores do porto”.

O porto de Rabo de Peixe foi inaugurado em dezembro de 2014, uma obra que custou 16 milhões de euros, mas cujo projeto sempre motivou criticas por parte da classe piscatória.

A concelhia do PCP da Ribeira Grande considerou que a alteração das regras de estacionamento das embarcações dentro do porto, por si só, “não basta para resolver os problemas de segurança”, considerando “essencial” uma avaliação técnica das condições do porto e a construção de um novo molhe de proteção.

Também a cooperativa de pescas Porto de Abrigo já considerou inaceitável o registo de estragos e prometeu aprofundar a análise da situação.

O presidente, Liberato Fernandes, sublinhou à Lusa que os pescadores “já tinham ideia de que o modelo de construção” da infraestrutura “não era o mais seguro”, pelo que agora ficam ainda mais apreensivos.

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