PCP/Açores reúne-se em congresso regional nos dias 09 e 10 de abril

PCP/Açores reúne-se em congresso regional nos dias 09 e 10 de abril

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Fev de 2016, 12:32

O PCP/Açores vai realizar a 09 e 10 de abril, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, o seu X Congresso Regional, que pretende ser um espaço de debate sobre os problemas sociais e económicos do arquipélago.

O anúncio foi feito hoje, em conferência de imprensa, na cidade da Horta, Faial, pelo líder regional dos comunistas, Aníbal Pires, que entende que o partido deve também traçar as linhas orientadoras de "uma nova política e de um novo rumo" para os açorianos.

"O X Congresso Regional do PCP é chamado a debater e a definir as orientações e posicionamento político dos comunistas dos Açores, contribuindo para as respostas capazes de responder ao conjunto de problemas sociais e económicos imediatos da região", sublinhou Aníbal Pires.

Na sua opinião, é também necessário definir para os Açores, os "eixos centrais" de uma política "alternativa, patriótica e de esquerda", idêntica à que o PCP propõe para o país, "alicerçada no conhecimento direto dos problemas e na profunda ligação ao povo e aos trabalhadores".

Um dos problemas que os comunistas açorianos defendem ser necessário combater é o desemprego que, insistem, continua a ser encapotado pelos programas ocupacionais, que abrangem já cerca de cinco mil trabalhadores.

"A utilização abusiva de beneficiários dos programas ocupacionais e dos programas de estagiar, fomentada pelo Governo Regional, concorre, assim, para o aumento da precariedade laboral e para a destruição de micro, pequenas e médias empresas", acusou o líder do PCP/Açores.

Aníbal Pires anunciou que o seu partido irá promover, na sessão de março da Assembleia Legislativa dos Açores, uma interpelação, onde irá confrontar o executivo regional, do PS, com estas e outras opções sobre políticas públicas de emprego.

Os comunistas açorianos criticaram, por outro lado, a "inaceitável chantagem" de que o Governo, liderado pelo socialista António Costa, está a ser alvo por parte da Comissão Europeia, defendendo, por isso, uma "rutura com as imposições da União Europeia".

"Regista-se um quadro inaceitável de chantagem, pressão e ingerência que foi direcionado contra o Orçamento do Estado, a partir da Comissão Europeia, demonstrando que o rumo de desenvolvimento soberano, progresso social e criação de emprego que Portugal precisa exige a rutura com as imposição da União Europeia", sustentou Aníbal Pires.

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