PCP/Açores quer evitar nova maioria absoluta do PS na região

PCP/Açores quer evitar nova maioria absoluta do PS na região

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Abr de 2016, 13:04

O coordenador do PCP/Açores disse hoje que a eleição, em outubro, de um grupo parlamentar do partido na Assembleia Legislativa Regional pode contribuir para pôr fim à maioria absoluta do PS e apelou aos militantes para "um esforço redobrado".

“A eleição, em outubro de 2016, de um grupo parlamentar do PCP na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores pode contribuir para que se ponha fim à maioria absoluta do PS e impedir o crescimento dos partidos da direita açoriana, contribuindo assim para que, nos Açores, se rompa o ciclo de empobrecimento, do aprofundamento das assimetrias regionais e do aprofundamento das injustiças sociais e económicas”, afirmou Aníbal Pires.

O dirigente, também deputado único do PCP no parlamento açoriano, discursava no encerramento do X Congresso da Organização da Região Autónoma dos Açores do PCP, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

Aníbal Pires adiantou que, tendo como horizonte as eleições legislativas regionais, que há 20 anos dão a vitória ao PS, o congresso aprovou uma moção que estabelece “a eleição de um grupo parlamentar do PCP, evitar uma nova maioria absoluta do PS” e “impedir o crescimento eleitoral dos partidos da direita açoriana”.

Antes, o responsável comunista considerou que “o atual quadro parlamentar plural na região é marcado negativamente pela existência de uma maioria absoluta que condiciona o diálogo democrático, menorizando o papel da Assembleia Legislativa”.

“A influência social e política do PCP nos Açores e a importância da eleição de deputados” para o parlamento regional “é não só reconhecida, como considerada fundamental para a democracia e para a autonomia regional”, sustentou Aníbal Pires, admitindo, contudo, que “não têm tido a correspondente expressão eleitoral”.

Para o coordenador regional do PCP/Açores, cabe aos militantes “vencer essas barreiras e aproximar” a “real influência social e política de uma expressão eleitoral, a nível local e regional, que se coadune com a relevância que o PCP e a CDU têm efetivamente nos Açores”.

“O contexto político que se vive no país e na região exigem dos militantes comunistas um esforço redobrado para a afirmação e divulgação das nossas propostas”, declarou.

Aníbal Pires, que foi reconduzido no cargo neste congresso, enumerou, ainda, alguns dos principais princípios que o PCP/Açores aprovou na resolução política e que “irá defender sem transigências”, na qual se inclui “a inalienabilidade, como regra, do setor público empresarial regional” ou a “promoção de políticas públicas que assumam inequivocamente a Educação como um valor estratégico fundamental”.

Na resolução, que aborda a agricultura e as pescas ou a necessidade de “políticas públicas de emprego com direitos”, o PCP/Açores reclama “a restauração do limite das 200 milhas para atividade exclusiva da frota açoriana, bem como o exercício pela região da responsabilidade de gestão e conservação científicas dos recursos marinhos”.



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