PCP/Açores preocupado com futuro da SATA Internacional perante a "estratégia" do Governo Regional

PCP/Açores preocupado com futuro da SATA Internacional perante a "estratégia" do Governo Regional

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Dez de 2012, 19:54

O PCP/Açores mostrou-se hoje preocupado quanto ao futuro da companhia aérea SATA Internacional, face à "estratégia do Governo regional" no que se refere a um novo modelo de tarifas e ainda a "algumas medidas de gestão da empresa".

"Já tínhamos manifestado esta preocupação em novembro aquando da discussão do programa do Governo (para os próximos quatro anos) relativamente à revisão das obrigações de serviço público que pode por em causa a SATA e não vem favorecer os açorianos", afirmou o deputado do PCP/Açores Aníbal Pires, em declarações à Lusa.

O deputado, que é também coordenador regional do PCP/Açores, reuniu hoje com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, “a pedido” daquela estrutura sindical.

Aníbal Pires acrescentou que "a estratégia que o Governo dos Açores apresentou para a diminuição do tarifário aéreo" tem "como objetivo tornar atrativo o mercado dos Açores às companhias low-cost" o que "pode colocar em causa a sustentabilidade da SATA Internacional e não vem favorecer os açorianos", uma "preocupação" que disse que foi "transmitida também pelo Sindicato".

O coordenador regional do PCP/Açores disse ainda "não compreender a atitude do Governo dos Açores", principal acionista da SATA, por "não ter intervido de modo a que o conselho de administração da empresa possa ouvir os trabalhadores que estão apreensivos em relação ao futuro" da SATA.

"O Sindicato está preocupado com algumas medidas de gestão da empresa e uma das questões que colocou está relacionada com a eventual transferência da plataforma logística da SATA Internacional de Lisboa para Ponta Delgada", acrescentou.

Ainda este mês, e em declarações à Lusa, o Sindicato manifestava a intenção de reunir com o secretário regional do Turismo e dos Transportes dos Açores, Vítor Fraga, por temer que a Sata Internacional altere as bases laborais dos trabalhadores de Lisboa e de Ponta Delgada.

Em declarações à Lusa, o presidente da direção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, Bruno Fialho, disse que a transportadora aérea não responde ao sindicato, mas Contactado pela Lusa, o porta-voz do Grupo Sata assegurou que a companhia “tem reunido com o sindicato”.


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